2012
DOI: 10.1590/s1414-98932012000300003
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Saúde e população LGBT: demandas e especificidades em questão

Abstract: Resumo: A populaçãoLGBT -lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros -é vulnerável quanto ao atendimento de seus direitos humanos, incluindo o acesso aos serviços públicos de saúde. A partir da eminente necessidade de formação dos agentes da saúde no tema LGBT, assim como da elaboração de ações voltadas para as demandas específicas dessa população, é nossa intenção contribuir para a reflexão sobre alguns dos fatores que podem interferir de maneira substancial no processo de saúde da população LGBT. Aprofundamo-n… Show more

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“…Elas lutam para serem aceitas na sociedade, insistem na efetivação de seus objetivos, apesar das fragilidades ao longo da trajetória e, para tanto, através de ambulatórios de cuidado específico, percebe-se a interlocução com sujeitos que se assemelham em suas vidas, que estabelecem sentimentos de pertença e construção de uma expressão de ser, criando conivências e produzindo estratégias de alocação de suas especificidades (33) . Já em outro estudo percebeu-se que, na percepção das travestis, o ambulatório funciona como um suporte de apoio social e, portanto, um fator de proteção para a promoção e prevenção em saúde (34) . Há, portanto, a necessidade de trabalhar a equidade em saúde para as travestis como um processo permanente e em transformação, mas que, além de tudo, permite alterar o seu objetivo maior ao passo que as melhorias são alcançadas (31) .…”
Section: "Vocês Viram a Reportagem De Um Hospital Que Estava Querendounclassified
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“…Elas lutam para serem aceitas na sociedade, insistem na efetivação de seus objetivos, apesar das fragilidades ao longo da trajetória e, para tanto, através de ambulatórios de cuidado específico, percebe-se a interlocução com sujeitos que se assemelham em suas vidas, que estabelecem sentimentos de pertença e construção de uma expressão de ser, criando conivências e produzindo estratégias de alocação de suas especificidades (33) . Já em outro estudo percebeu-se que, na percepção das travestis, o ambulatório funciona como um suporte de apoio social e, portanto, um fator de proteção para a promoção e prevenção em saúde (34) . Há, portanto, a necessidade de trabalhar a equidade em saúde para as travestis como um processo permanente e em transformação, mas que, além de tudo, permite alterar o seu objetivo maior ao passo que as melhorias são alcançadas (31) .…”
Section: "Vocês Viram a Reportagem De Um Hospital Que Estava Querendounclassified
“…Em seu escopo e composição, elenca o direito ao atendimento livre de qualquer tipo de preconceito e garante a identificação por meio do nome social (8) . A importância de implantar a cultura de humanização e respeito ao nome social implica, especialmente, na valorização e respeito ao ser humano, perpassando pelo agir dos profissionais de saúde, as subjetividades dos usuários e, por fim, os coletivos (34) . A transfobia materializada na resistência ao uso do nome social pode gerar entraves no processo saúde-doença-cuidado das mulheres transexuais (35) .…”
Section: O Nome Social Para As Mulheres Transexuais No Susunclassified
“…18 Reafirma-se, portanto, a necessidade de serem superadas as questões culturais do padrão heterossexual que, subjetivamente, têm exercido influência no atendimento dos profissionais da saúde à população LGBT. 9 Neste sentido, estratégias de intervenção, como a educação permanente, podem ser adotadas para a capacitação de profissionais da saúde, de modo a mitigar as atitudes potencialmente preconceituosas e discriminatórias, que tem servido de barreira para a efetivação dos direitos previstos a este grupo. 6 Estudo realizado no Quênia junto a profissionais da saúde corrobora com esta perspectiva, demonstrando que, após breves intervenções educativas, mudanças significativas em relação ao cuidado à população LGBT puderam ser percebidas nos participantes.…”
Section: Métodounclassified
“…Assim as travestilidades procuram alívio as suas dores em outros locais, utilizando-se de outros meios. Segundo Michele Rodrigues Cardoso & Luís Felipe Ferro (2012):…”
Section: O Percurso De Estigmatização Da Existência Travesti E a Influnclassified