2016
DOI: 10.1590/0102-44506992907750337
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Abstract: RESUMO Estudos sociolinguísticos têm evidenciado a não relevância da escolarização na expressão da 1ª pessoa do plural no Português Brasileiro, o que sugere aparentemente não haver estigma associado ao uso dessas formas. No entanto, nem sempre o comportamento linguístico corresponde às crenças e atitudes acerca do fenômeno, e do ponto de vista da avaliação social, pode haver gradiências de estratificação social e estilística. Com o objetivo de investigar estes gradientes, somente resultados de distribuição soci… Show more

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“…Freitag (2016), ao destacar que nem sempre o uso da língua reflete a avaliação que ela recebe, como acontece na variação da 1PP (nós/a gente) no português brasileiro, desenvolveu um estudo de estratégias para mensurar a avaliação social em relação ao uso da 1ª pessoa do plural. Dentre as discussões, a autora destaca que mesmo um falante apresentando 100% de frequência da forma a gente em sua fala, esse mesmo falante diz preferir usar mais a forma nós (FREITAG, 2016). Nas palavras da autora, "o posicionamento dos informantes sugere que o domínio da primeira pessoa do plural é um contexto variável de alta saliência social" (FREITAG, 2016, p. 901).…”
Section: Variação E Avaliação Socialunclassified
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“…Freitag (2016), ao destacar que nem sempre o uso da língua reflete a avaliação que ela recebe, como acontece na variação da 1PP (nós/a gente) no português brasileiro, desenvolveu um estudo de estratégias para mensurar a avaliação social em relação ao uso da 1ª pessoa do plural. Dentre as discussões, a autora destaca que mesmo um falante apresentando 100% de frequência da forma a gente em sua fala, esse mesmo falante diz preferir usar mais a forma nós (FREITAG, 2016). Nas palavras da autora, "o posicionamento dos informantes sugere que o domínio da primeira pessoa do plural é um contexto variável de alta saliência social" (FREITAG, 2016, p. 901).…”
Section: Variação E Avaliação Socialunclassified
“…Pesquisas desenvolvidas para desvelar quais avaliações diferentes fenômenos linguísticos recebem socialmente -tais como Bortoni-Ricardo (2008), Freitag (2016), Ribeiro (2019), Souza e Araújo (2020), Freitag et al (2020) -têm apresentado importantes contribuições no que diz respeito ao tratamento societal da língua e de que forma esse tratamento pode resultar em preconceito linguístico. Estudos que se voltam para mensurar a dimensão societal são relevantes para observarmos a proporção que fenômenos linguísticos podem tomar do ponto de vista social, especialmente quando são levantadas questões a respeito do preconceito linguístico.…”
Section: Introductionunclassified
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“…The codes identify the sociolinguistic interview, indicating the number, the sample (community and year of the recording) and the social stratification of the informant (movement in function of the university, term, initials of the informant, sex, level of schooling, and age respectively). HAUSEN, 2000;MONGUILHOT;COELHO, 2002;SCHERRE;NARO, 2014;FREITAG, 2016, among many others).…”
Section: Introductionmentioning
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“…The expression of subject-verb agreement is one of the most sociolinguistically salient phenomena for speakers/hearers. Based on distributional patterns, in the expression of first-person plural, for example, the covariation between the nós/a gente and the presence/ absence of number-person inflection -mos '1PL', points to a social stigma towards a gente-Vmos, which is associated with less educated speakers (FREITAG, 2016). Tu-Vø, which also diverges from the canonic pattern, is characterized as incorrect in the normative tradition.…”
Section: Introductionmentioning
confidence: 99%