2008
DOI: 10.22456/1982-8136.5244
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As Religiões Afro-Brasileiras Do Rio Grande Do Sul

Abstract: Resumo: Este texto versa sobre as religiões afro-brasileiras cultuadas no Rio Grande do Sul, a saber: o Batuque, a Umbanda e a Linha Cruzada. Após apresentar os números disponíveis sobre essas religiões, discorre separadamente sobre as principais características de cada uma delas, inscrevendo-as na própria história do Rio Grande do Sul. Enfim, são apresentadas algumas pistas explicativas do "sucesso relativo" dessas religiões neste Estado, se comparado ao que se passa no resto do país.

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“…Porém, como nos adverte Reginaldo Prandi, estes números devem ser relativizados, considerando que a variação se dá principalmente por especificidades locais que aumentam ou diminuem a declaração de pertencimento religioso, fazendo com que muitos afrorreligiosos se auto declarem católicos ou espíritas (Prandi, 2003). Já no Rio Grande do Sul, como foi tratado em outro lugar (Oro, 2008), a introdução da diversidade religiosa neste Estado, no início do século XIX, com a chegada do luteranismo com os imigrantes alemães, associada a uma tendência histórica de assumir publicamente posicionamentos, por vezes polarizados, corroborado pela constituição multiétnica dos terreiros, incentivaria os membros das religiões afro-brasileiras a expressarem e reivindicarem publicamente o seu pertencimento religioso. Assim, no Rio Grande do Sul podemos encontrar ao menos três religiões, cultos ou liturgias de matriz africana: o batuque, a umbanda e a quimbanda.…”
Section: Afrorreligiosidade E Afrocentricidadeunclassified
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“…Porém, como nos adverte Reginaldo Prandi, estes números devem ser relativizados, considerando que a variação se dá principalmente por especificidades locais que aumentam ou diminuem a declaração de pertencimento religioso, fazendo com que muitos afrorreligiosos se auto declarem católicos ou espíritas (Prandi, 2003). Já no Rio Grande do Sul, como foi tratado em outro lugar (Oro, 2008), a introdução da diversidade religiosa neste Estado, no início do século XIX, com a chegada do luteranismo com os imigrantes alemães, associada a uma tendência histórica de assumir publicamente posicionamentos, por vezes polarizados, corroborado pela constituição multiétnica dos terreiros, incentivaria os membros das religiões afro-brasileiras a expressarem e reivindicarem publicamente o seu pertencimento religioso. Assim, no Rio Grande do Sul podemos encontrar ao menos três religiões, cultos ou liturgias de matriz africana: o batuque, a umbanda e a quimbanda.…”
Section: Afrorreligiosidade E Afrocentricidadeunclassified
“…São elas, Oyó, Jeje, Ijexá, Cambinda, Nagô e mais recentemente a fusão Jeje-Ijexá. Em sua liturgia são sacralizados animais e são cultuadas doze deidades, os orisàs, que possuem características próprias, simbologia, comidas e toques específicos (Oro, 2008) 23 .…”
Section: Afrorreligiosidade E Afrocentricidadeunclassified
“…De acordo com Oro (1994) não são só as festas que atraem e fascinam o público. Existem ainda outras características que essas religiões apresentam no mercado de bens simbólicos, fazendo com que possam ser consideradas religiões:…”
Section: As Religiões Afro-brasileirasunclassified
“…Para maiores detalhes sobre o batuque e algumas das principais religiões de matriz africana presentes no Rio Grande do Sul ver:Correa (1992Correa ( e 1994 eOro (1994Oro ( e 2008.Primeiros Estudos, São Paulo, n. 1, p. 81-104, 2011…”
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“…Para Porto Alegre, contamos com os estudos de Müller sobre as entidades negras (1999), enquanto Barcellos (1996) estudou a forma de estruturação familiar da classe média negra, e Germano (1999) preocupou-se em analisar as formas de carnaval negro nesta cidade. Na Antropologia, há várias pesquisas sobre sociabilidade urbana e religião, de que são exemplos os trabalhos organizados por Leite (1996) e Oro (1994). Para o interior do estado, temos os estudos de Loner (1999b) referente à organização negra e operária em Pelotas, e se começa a buscar pela população afrodescendente mesmo em regiões de colonização estrangeira (Gomes, 2007).…”
unclassified