2013
DOI: 10.1590/s0103-40142013000200011
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Abstract: Regiões semiáridas são consideradas altamente suscetíveis aos impactos adversos da mudança climática. Nesse contexto, o governo federal começou a implementar uma série de medidas para reduzir a vulnerabilidade de grupos menos preparados, como a agricultura familiar, para lidar com futuras mudanças. Baseado numa análise da legislação vigente sobre mudanças climáticas e dos principais documentos oficiais publicados, o presente trabalho identifica cinco fatores de preocupação referentes à atual abordagem que pode… Show more

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“…Ademais, variáveis relativas à percepção, crença e conhecimento no que tange às mudanças climáticas e suas implicações sobre o produtor e propriedade são condições igualmente importantes e determinantes para a decisão de adaptação (Kpadonou et al, 2012;Lebel, 2013;Naess, 2013;Nguyen et al,2016). De acordo com Obermaier & Rosa (2013), a identificação de fatores de redução da vulnerabilidade às mudanças do clima de agricultores, sobretudo em regiões semiáridas, é fundamental para aumentar a resiliência do setor agrícola. Nesse contexto, os autores concluem que o fato de grande parte da população rural do semiárido nordestino já estar sofrendo grandes impactos negativos implica que "(...) ações para reduzir sua vulnerabilidade não dependem necessariamente da certeza de futuros impactos climáticos" (Obermaier & Rosa, 2013, p. 170).…”
Section: Diversos Estudos Vêm Destacando Que Variáveisunclassified
“…Ademais, variáveis relativas à percepção, crença e conhecimento no que tange às mudanças climáticas e suas implicações sobre o produtor e propriedade são condições igualmente importantes e determinantes para a decisão de adaptação (Kpadonou et al, 2012;Lebel, 2013;Naess, 2013;Nguyen et al,2016). De acordo com Obermaier & Rosa (2013), a identificação de fatores de redução da vulnerabilidade às mudanças do clima de agricultores, sobretudo em regiões semiáridas, é fundamental para aumentar a resiliência do setor agrícola. Nesse contexto, os autores concluem que o fato de grande parte da população rural do semiárido nordestino já estar sofrendo grandes impactos negativos implica que "(...) ações para reduzir sua vulnerabilidade não dependem necessariamente da certeza de futuros impactos climáticos" (Obermaier & Rosa, 2013, p. 170).…”
Section: Diversos Estudos Vêm Destacando Que Variáveisunclassified
“…No longo prazo, na agricultura e pecuária, pode haver impacto principalmente para os pequenos produtores e a agricultura familiar, bem como a instalação gradativa de quadros de insegurança alimentar, desnutrição e impactos no crescimento infantil (Filho et al, 2014). Ressalta se ainda que eventos climáticos extremos, como a seca, estimulam movimentos migratórios e interferem em toda a dinâmica de funcionamento das localidades, inclusive no panorama de doenças endêmicas e epidêmicas (Opas, 2009).…”
Section: Discussionunclassified
“…Diante da relevância desses impactos, diferentes estudos no contexto da mudança do clima vem sendo desenvolvidos, seja abordando aspectos físicos (projeções de temperatura e precipitação oriundas de modelos climáticos globais), seja abordando a vulnerabilidade das populações e territórios (Cutter;Finch, 2008;Filho et al, 2014;Lee et al, 2015;Obermaier;Rosa, 2013). No que se refere à vulnerabilidade, vários tem sido os autores dedicados a compreender como a conjugação de fatores biofísicos, sociais, geográficos e econômicos pode contribuir para moldar os riscos e susceptibilidades das populações às alterações do clima, havendo uma gama de abordagens possíveis -social, risco-perigo, socioecológicas (Adger, 2006;Confalonieri;Marinho, 2015;Cutter;Finch, 2008;Füssel, 2007).…”
Section: Introductionunclassified
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“…Em 2009, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 15), o Brasil assumiu o compromisso voluntário de reduzir entre 36,1 e 38% as suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs) até 2020, com foco na redução do desmatamento e no maior uso de energias renováveis (OBERMAIER & ROSA, 2013). No entanto, na área da energia, Abramovay (2010) observa que o Brasil está na contramão do padrão internacional de intensidade energética, priorizando o menor preço em detrimento do meio ambiente, sem estimular a economia no consumo de energia e mantendo pesados investimentos em petróleo.…”
Section: Introductionunclassified