2010
DOI: 10.1590/s0101-32622010000300007
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Abstract: O objetivo desse artigo é problematizar os encontros da criança com as marcas do tempo passado no presente. Partindo de um acontecimento no qual, pela primeira vez na vida, um grupo de crianças foi um museu, discute-se, com base nas falas e estranhamentos das crianças, seus critérios de nomeação e busca de inteligibilidade desse estranho passado.

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“…Contudo, podemos inferir também que parte dessas aprendizagens sobre o tempo foi se construindo em suas vivências cotidianas, na construção de suas próprias histórias. Como no dizer de Miranda (2010), o tempo e o passado se revestem de um alto grau de abstração e sua inteligibilidade só se faz possível no âmbito da duração da nossa vida subjetiva. Para Cainelli (2006, p. 65), "a questão da temporalidade e da forma como as crianças entendem a passagem do tempo está relacionada com a experiência familiar".…”
Section: A Aprendizagem Da Temporalidade Históricaunclassified
“…Contudo, podemos inferir também que parte dessas aprendizagens sobre o tempo foi se construindo em suas vivências cotidianas, na construção de suas próprias histórias. Como no dizer de Miranda (2010), o tempo e o passado se revestem de um alto grau de abstração e sua inteligibilidade só se faz possível no âmbito da duração da nossa vida subjetiva. Para Cainelli (2006, p. 65), "a questão da temporalidade e da forma como as crianças entendem a passagem do tempo está relacionada com a experiência familiar".…”
Section: A Aprendizagem Da Temporalidade Históricaunclassified
“…Segundo Miranda (2010), "a linguagem museográfica não é neutra e o discurso dela derivado é também um discurso produtor de memórias e de sentidos identitários" (p.375). Nesse sentido, os discursos assumidos por cada instituição revelam uma determinada forma de se compreender o papel que aquele museu assume com a sociedade, em especial, com seus sujeitos visitantes.…”
Section: Introductionunclassified
“…As relações que a criança estabelece com a família, com a indústria cultural e com os "lugares de memória" 3 demarcam processos de apropriação e de significação do mundo, que geram sentidos muito particulares sobre o passado e sobre a História (MIRANDA, 2010). Isso significa que, anteriormente e paralelamente à escola, a criança realiza práticas de leitura e de escrita, constituindo processos de apropriação e de (re)significação do mundo.…”
unclassified