2013
DOI: 10.1590/s1807-55092013000100012
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Abstract: Neste estudo, a partir das vertentes dos Estudos Culturais e de Gênero que se aproximam do pós-estruturalismo de Foucault, procuramos compreender como são atribuídos significados de gênero que constituem modos diferenciados de ser menino ou menina no espaço do recreio de uma escola pública de Porto Alegre, no Brasil. Através de um trabalho etnográfico que teve a duração de um ano e com realização de entrevistas com crianças, focalizamos uma segunda e uma terceira série do ensino fundamental e identificamos uma… Show more

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“…Diante disso, é interessante observar que o recreio é um dos momentos em que as crianças podem vir a estabelecer sua aprendizagem social, isso se dá pelas interações que elas têm dentro do ambiente escolar (Wenetz, Stigger e Meyer, 2013). Além disso, é importante que elas tenham autonomia em suas decisões, ou seja, que possam interagir de maneira espontânea com e entre seus pares.…”
Section: O Brincar E As Interações No Espaço/tempo Do Recreiounclassified
“…A divisão entre o que seria de menina ou menino e, até mesmo, a simples organização de filas separadas por sexo, acaba, muitas vezes, sendo reflexo das características impostas por nossa sociedade e, infelizmente, repassadas a escola (Wenetz, 2012). Além disso, o espaço/tempo do recreio por si só já está ligado, por vezes, ao controle e regulação dos corpos sobre as crianças, contribuindo para a divisão entre o que seria de menina e o que é de menino (Wenetz, Stigger e Meyer, 2013). O interessante desse fato é observar como as crianças desenvolvem e estabelecem suas relações entre meninas e meninos durante o brincar no espaço/tempo do recreio.…”
Section: O Brincar E As Interações No Espaço/tempo Do Recreiounclassified
“…A pesquisa indicou que gênero, na perspectiva pós-estruturalista, é compreendido como uma construção discursiva, histórica e cultural e não mais uma categoria natural ou dada a partir do sexo biológico (Beiras, Tagliamento, & Toneli;2005;Bento, 2011;Dinis, 2008;César, 2009;Cruz, 2011;Félix & Palafox, 2009;Ferrari & Almeira, 2012;Furlani, 2007;Gesser e cols., 2012;Gomes, 2006;Lionço & Diniz, 2008;Maia, Navarro & Maia, 2011;Quirino & Rocha, 2012;Rosistolato, 2009;Rohden, 2009;Alós, 2011;Toneli, 2006;Wenetz, Stigger & Meyer, 2013;Wenetz, 2012). Portanto, com base nessa perspectiva, não são as características sexuais que marcam as diferenças entre homens e mulheres, mas o modo como elas são representadas e valorizadas na sociedade.…”
Section: Conceito De Gênero Na Produção Do Conhecimento Sobre Diversiunclassified
“…Soon, teachers and students focus in mind, forgetting the body, which is only remembered for being a place of engendering educational practices. Within this issue, the culture allows the mind to discipline the body, bending it to certain ways of being in the world (Wenetz, Stigger & Meyer, 2013).…”
Section: Introductionmentioning
confidence: 99%
“…Gênero tem sido apontado como um importante marcador social de diferenças nas práticas pedagógicas de Educação Física escolar (Altmann, 2015;Clark, Paechter, 2007;Jacó, 2012;Thorne, 1993;Uchoga, 2012;Wenetz et al, 2006) e da Educação Infantil (Faria, 2006;Finco, 2008;Vianna;Finco, 2009). Neste artigo, ele é empregado para analisar relações estabelecidas em práticas de Educação Física no âmbito da Educação Infantil.…”
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