2012
DOI: 10.1590/s0104-59702012000500014
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Uma morfologia dos quilombos nas Américas, séculos XVI-XIX

Abstract: O presente trabalho parte da constatação da natureza relativamente anódina dos estudos acerca dos quilombos em sociedades escravistas nas Américas, os quais não raro juntam em uma única categoria (quilombos, cumbes, palenques, mainels etc.) estruturas que podiam englobar menos de uma dezena de fugitivos e durar semanas ou meses, ou, como no caso de Palmares, congregar até 11 mil quilombolas e persistir por quase um século. Semelhante anomalia conceitual revela a falta de taxonomias que encarem os quilombos com… Show more

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“…Do ponto de vista sincrônico, algumas práticas parecem inerentes à condição humana como as fugas e a formação de "comunidades". Quilombos, palenques, cumbes e mainels, como atos extremos no campo da política, 47 povoam o território americano quase por completo. Mas as motivações para as fugas, as formas que as fugas tiveram, a construção social depois das fugas etc.…”
Section: Conclusãounclassified
“…Do ponto de vista sincrônico, algumas práticas parecem inerentes à condição humana como as fugas e a formação de "comunidades". Quilombos, palenques, cumbes e mainels, como atos extremos no campo da política, 47 povoam o território americano quase por completo. Mas as motivações para as fugas, as formas que as fugas tiveram, a construção social depois das fugas etc.…”
Section: Conclusãounclassified
“…A luta dos povos quilombolas em diferentes épocas, portanto, é, indispensável para a compreensão deste trabalho, visto que os lugares e papéis, bem com a situação socioeconômicas que homens e mulheres remanescentes de quilombo enfrentam na sociedade brasileira na contemporaneidade podem ser compreendidos a partir dela. Diante disso, várias pesquisas têm sido desenvolvidas para relatar as diversas formas de lutas dos povos quilombolas em várias regiões brasileiras, tais como: na fuga (Florentino & Amantino, 2012;Gomes, 2015;Almeida & Nunes, 2018), pelo reconhecimento enquanto remanescente de quilombo (Miranda, 2016;Arruti, 2017;Guedes, 2018) e para assegurar sua subsistência, terras, territorialidade, seu modo de vida e ter visibilidade na sociedade brasileira (Fiamengue & Whitaker, 2014;Yabeta & Gomes, 2017;Arêda-Oshai, 2017;Guedes & Salgado, 2018).…”
Section: Introductionunclassified
“…53 E, longe dos engenhos senhoriais, a aguardente alcançou os territórios de resistência, como nos quilombos mineiros onde se organizaram alambiques para não faltar cachaça. 54 A taberna é outro local de perigo iminente e não faltaram medidas para regular seu funcionamento, controlar o público que a frequentava e vigiar as tramas que ali eram urdidas pelos grupos populares. Na América espanhola, especialmente no México, viviam-se tensões da mesma natureza, como analisou William B. Taylor em seu instigante livro Drinking, homicide and rebellion in colonial Mexican villages.…”
unclassified