2008
DOI: 10.1590/s1414-98932008000200013 View full text |Buy / Rent full text
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Abstract: Este artigo pretende tensionar pontos de conexão e diluição de fronteiras entre as categorias público/privado, conversando com a literatura de Baudelaire e W. Benjamin, Fredric Jamenson e Marc Augé. Através da imagem do labirinto, símbolo da cidade antiga que se quis extinguir na cidade moderna, busca-se refletir sobre alguns caminhos e caminhantes considerados excedentes na cidade contemporânea. O cenário propulsor dessa reflexão é a experiência do jornal Boca de Rua, elaborado por moradores de rua na cidade … Show more

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“…As imagens-síntese das cidades, ou mesmo as cidades-síntese, são visões pautadas na valorização de dados aspectos discursivos que caminham diretamente para uma visão hegemônica da qualidade de vida dos cidadãos. Todavia, como colocam Souza e Bechler (2008), uma visão que foge à pluralidade e deixa de lado a diversidade de sentidos e pontos de vista, conferindo, assim, poder à unicidade, totalizando de forma reificada o que é múltiplo. A cidade, palco de diversas apropriações e reapropriações, passa a ser sintetizada sob o olhar interessado da ideologia neoliberal e começa a se organizar de maneira que as inadequações à sua "tendência global" sejam erradicadas.…”
Section: Bruno Eduardo Freitas Honorato; Luiz Alex Silva Saraivaunclassified
“…O presente trabalho apreende a urbe contemporânea a partir de uma abordagem do campo dos estudos urbanos que se apoia na A construção social da ordem e da subversão nos discursos da (e sobre a) população em situação de rua de Belo Horizonte noção de formação de um mercado mundial de cidades responsável por difundir no imaginário citadino um referencial de urbanização que tende a reduzir a pluralidade de práxis culturais coexistentes no território (JAYME; NEVES, 2010;LEFEBVRE, 1998;SANCHÉZ, 2001;SANTOS, 2000;SOUZA;BECHLER, 2008). A cidade-modelo que emerge das atuais diretrizes do planejamento público urbano dignifica o espaço como mercadoria de consumo, consolidando e criando novos limites socioespaciais (físicos e simbólicos) e, portanto, novas noções de ordem e subversão.…”
Section: Introductionunclassified