2015
DOI: 10.1590/0104-93132015v21n3p499
|View full text |Cite
|
Sign up to set email alerts
|

Evidências Arqueológicas Para a Origem Dos Tupi-Guarani No Leste Da Amazônia

Abstract: Resumo Grupos falantes de línguas da família Tupi-Guarani estavam espalhados por vastas regiões da América do Sul na época da chegada dos europeus. Durante décadas, especulou-se sobre o processo de dispersão desses grupos por um território tão grande. Neste artigo indica-se que o estudo da história dos grupos falantes de línguas tupi-guarani da Amazônia Oriental, produtores de cerâmica da Subtradição Tupinambá da Amazônia, é uma peça fundamental para a compreensão de fenômenos de mobilidade e da complexidade i… Show more

Help me understand this report

Search citation statements

Order By: Relevance

Paper Sections

Select...
1
1
1
1

Citation Types

1
17
0
9

Year Published

2016
2016
2023
2023

Publication Types

Select...
5
2
1

Relationship

1
7

Authors

Journals

citations
Cited by 33 publications
(27 citation statements)
references
References 18 publications
(21 reference statements)
1
17
0
9
Order By: Relevance
“…The earliest material correlates for the Tupian speakers in southwestern Amazonia remain a matter of discussion (Almeida 2013;Almeida and Neves 2015;Cruz 2008;Miller 2009). Although early syntheses postulated that the Tupiguarani pottery was derived from the Amazon polychrome tradition (Brochado 1984), refinements in chronology and stylistic analyses suggest it was an earlier, though related development (Almeida 2013;Heckenberger et al 1998).…”
Section: The Tupiguaranimentioning
confidence: 99%
“…The earliest material correlates for the Tupian speakers in southwestern Amazonia remain a matter of discussion (Almeida 2013;Almeida and Neves 2015;Cruz 2008;Miller 2009). Although early syntheses postulated that the Tupiguarani pottery was derived from the Amazon polychrome tradition (Brochado 1984), refinements in chronology and stylistic analyses suggest it was an earlier, though related development (Almeida 2013;Heckenberger et al 1998).…”
Section: The Tupiguaranimentioning
confidence: 99%
“…No início da era Cristã surge um segundo conjunto cerâmico, relacionado à Tradição Tupi-Guarani, ligado à família linguística homônima (Quadro 2). A variabilidade e profundidade cronológica do material arqueológico, assim como a diversidade das línguas Tupi-Guarani encontradas na região, permitem que se especule que foi a partir da região Xingu-Tocantins que esses grupos começa-ram a migrar e a se expandir para outras áreas das terras baixas sul-americanas Neves, 2015 Fonte: Simões;Araújo-Costa, 1987;Almeida, 2013a;Garcia, 2016. Pode-se pensar, com base na análise e datação dos sítios arqueológicos, que, por volta de mil anos AP, o encontro dos rios Tocantins e Araguaia era um grande núcleo de ocupação dos Tupi-Guarani (Almeida, 2016). Para essa mesma época, essa "homogeneidade cultural" Tupi-Guarani presente no encontro dos rios Araguaia e Tocantins não pode ser identificada rio abaixo, na Nimuendajú (2000), que chegou a escavar sítios na região a jusante da cachoeira de Tucuruí nos anos 1930. da passagem do etnólogo pelo local fica a relação que ele especula existir entre a cerâmica local e a famosa cerâmica Marajoara, o que não chega a ser uma surpresa, lembrando que o Tocantins deságua justamente na ilha de Marajó.…”
Section: As Cachoeiras Como Lugares Significativos E Persistentesunclassified
“…Pelo lado arqueológico, novas evidências sustentam a localização da origem Tupi-Guarani nos médios e baixos cursos dos rios Xingu e Tocantins, áreas de interflúvio e no entorno desses rios, corroborando o presente estudo (Almeida e Neves, 2015).…”
Section: Introductionunclassified