DOI: 10.11606/t.59.2017.tde-23052017-090038
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Recursos conversacionais para a clínica ampliada com famílias em saúde mental

Abstract: Since the Brazilian Psychiatric Reform, we have witnessed an increased value of family participation in treatment. Alternatives of attention to family members in the context of services have been sought. When the challenges of bringing clinical practices into the Unified Health System are added to the debate, the concept of the expanded clinic arises, and this concept associates the notions of subjectivity and citizenship. Emphasis is placed on the importance of dealing with each concrete situation as part of … Show more

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“…É importante evidenciar, portanto que esta é uma ferramenta que, apesar de seguir o diálogo como essência, pode ser explorada de muitas maneiras, superando os estereótipos do modelo hospitalocêntrico, com possibilidades de modo individual ou em grupo, assim como dentro ou fora do ambiente hospitalar. Exemplificando, o Plantão Psicológico surge como uma forma de atuação do psicólogo no hospital em um movimento para promoção de saúde, à medida em que "a escuta do plantonista visa possibilitar que a pessoa se situe melhor naquele momento e consiga verbalizar sua urgência, clareando para si mesma aquilo de que necessita, podendo, portanto, evitar o acúmulo da ansiedade" (TASSINARI, 2016, p. 920 apud LIMA, DE CARVALHO E PIRES, 2020) Em outra perspectiva, no estudo de Martins (2017), o Programa de Assistência Familiar utilizou a prática dos processos reflexivos como recurso para as reuniões familiares, no formato proposto por Tom Andersen em 1999, no qual a equipe reflexiva participa da sessão posicionada fora da conversa principal (com os profissionais de campo), até que seja convidada a compartilhar aspectos que possibilitam abrir possibilidades de discussão. Assim, continua-se a sessão a partir dessa intervenção, com a premissa de que o revezamento entre posições de fala e escuta permita a emergência de diferentes e novos sentidos sobre os temas discutidos em sessão.…”
Section: As Ações Baseadas Na Escuta Clínicaunclassified
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“…É importante evidenciar, portanto que esta é uma ferramenta que, apesar de seguir o diálogo como essência, pode ser explorada de muitas maneiras, superando os estereótipos do modelo hospitalocêntrico, com possibilidades de modo individual ou em grupo, assim como dentro ou fora do ambiente hospitalar. Exemplificando, o Plantão Psicológico surge como uma forma de atuação do psicólogo no hospital em um movimento para promoção de saúde, à medida em que "a escuta do plantonista visa possibilitar que a pessoa se situe melhor naquele momento e consiga verbalizar sua urgência, clareando para si mesma aquilo de que necessita, podendo, portanto, evitar o acúmulo da ansiedade" (TASSINARI, 2016, p. 920 apud LIMA, DE CARVALHO E PIRES, 2020) Em outra perspectiva, no estudo de Martins (2017), o Programa de Assistência Familiar utilizou a prática dos processos reflexivos como recurso para as reuniões familiares, no formato proposto por Tom Andersen em 1999, no qual a equipe reflexiva participa da sessão posicionada fora da conversa principal (com os profissionais de campo), até que seja convidada a compartilhar aspectos que possibilitam abrir possibilidades de discussão. Assim, continua-se a sessão a partir dessa intervenção, com a premissa de que o revezamento entre posições de fala e escuta permita a emergência de diferentes e novos sentidos sobre os temas discutidos em sessão.…”
Section: As Ações Baseadas Na Escuta Clínicaunclassified
“…O primeiro grupo teve como intervenção principal, proporcionar atendimentos em situações de crise, com os quais puderam promover maior inclusão dos usuários no próprio processo, por meio de um espaço de acolhimento às angustias e sofrimentos do momento, que possibilitaram a ampliação das possibilidades de descrição de sua percepção, assim como amenizar os efeitos da internação (MARTINS, 2017;FERREIRA, 2013;LIMA, DE CARVALHO;PIRES, 2020).…”
Section: Contribuições Das Ações Para a Ampliação Da Clínicaunclassified
“…Para atender a esta demanda pela participação da família nos processos de cuidado, os serviços de saúde têm se organizado de diferentes maneiras, propondo grupos terapêuticos com familiares; atendimento individual por diferentes profissionais do serviço; intervenções de caráter informativo; oficinas terapêuticas; intervenções para ampliação de recursos emocionais de enfrentamento, para o treinamento de habilidades para intervir em situações específicas e para desconstrução do preconceito ligado à doença mental; visitas domiciliares; e busca ativa de familiares (Guanaes-Lorenzi et al, 2012;Martins, 2013Martins, , 2017Martins, Santos, & GuanaesLorenzi, 2014;Mello, 2005;Vianna et al, 2009 (Camelo & Angerami, 2008;Cavalheri, 2010;Waidman & Elsen, 2008).…”
Section: Da Mente Individual àS Práticas Discursivas: O Convite Constunclassified
“…Para isso, é preciso, inicialmente, entendê-la como um coletivo singular e potente, valorizando o seu saber e forma de organização para atender às necessidades do familiar adoecido. A promoção da participação da família é importante tanto no planejamento, como na execução do Projeto Terapêutico Singular, e exige das/os profissionais uma prática interdisciplinar, com trocas efetivas entre as diferentes disciplinas, estabelecendo a colaboração entre os sujeitos; exige disponibilidade e capacidade para acolhimento, escuta e orientação no sentido da construção da corresponsabilização e vínculo, fazendo com que a família, ao invés de se sentir sozinha, sinta-se segura e capaz para lidar com a doença e seus sintomas (Borba et al, 2008;Cavalheri, 2010;Colvero et al, 2004;Dimenstein, Sales, Galvão, & Severo, 2010;Mello, 2005;Melman, 2001;Mielke et al, 2010;Pinho et al, 2010).Para atender a esta demanda pela participação da família nos processos de cuidado, os serviços de saúde têm se organizado de diferentes maneiras, propondo grupos terapêuticos com familiares; atendimento individual por diferentes profissionais do serviço; intervenções de caráter informativo; oficinas terapêuticas; intervenções para ampliação de recursos emocionais de enfrentamento, para o treinamento de habilidades para intervir em situações específicas e para desconstrução do preconceito ligado à doença mental; visitas domiciliares; e busca ativa de familiares (Guanaes-Lorenzi et al, 2012;Martins, 2013Martins, , 2017 Martins, Santos, & GuanaesLorenzi, 2014;Mello, 2005;Vianna et al, 2009). Campos (2001) propõe a problematização do dia-a-dia das/os trabalhadoras/es de saúde, tendo a pergunta "para quê" como norteadora dos planos e práticas de saúde.…”
unclassified
“…& Ruffino, 2014), Trabalho com Grupos e Equipes (Rasera, 2015;Guanes-Lorenzi, 2017;Rasera, 2012), Terapia Familiar (Andersen, 1999;McNamee & Gergen, 1998;Martins, 2017), Produção de sentidos e análise das relações no contexto Organizacional (Larsen & Ramussen, 2014;Larsen, 2014;Larsen & Madsen, 2016;Larsen, 2017) Em contextos de mudança social, essa visão do diálogo como colaboração pode trazer alguns riscos, tais como: privilegiar idéias (sic) de civilidade entre as partes em detrimento de mudanças sociais efetivas; e, ao sugerir o diálogo como método superior de mudança social, acabar por promover uma desvalorização do ativismo baseado no protesto e na contraposição (Ganesh & Zoller, 2012). Além disso, a visão do diálogo como colaboração pode sustentar uma 'ideologia da harmonia' que desconsidera as relações de poder e oculta o uso do diálogo como ferramenta para apaziguamento das desigualdades e manutenção do status quo (Wolfe & Yang, 1996;Nader, 1990) (Rasera, 2012, p.50).…”
Section: Relaçõesunclassified