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Maria Inez Padula Anderson, João Werner Falk 2004
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 1, issue 1, P1

“Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para saber o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade”.“... Afinal, minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta mas, a de quem a ele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também da História.”Paulo Freire, 1996Nada melhor do que consultar Paulo Freire, esse mestre dos mestres, para buscar inspiração para escrever, com muita alegria, este editorial de relançamento da Revista Científica da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade - SBMFC.Relançamento porque esta sociedade chegou a produzir uma edição em 1987.Muitas coisas, fatos e histórias transcorreram, desde então, com a SBMFC e com a Medicina de Família e Comunidade no Brasil. Mudamos de nome, mas não de propósitos. Quase fomos extintos, mas continuamos vivos. Quase perdemos a esperança, mas não desistimos. Aliás, desistir jamais, tem sido o nosso lema.Muitos, mesmo nos tempos mais difíceis, continuaram o trabalho, nas suas unidades assistenciais, nas academias, atendendo à população, formando pessoas, produzindo, se inserindo, não apenas aceitando a condição de objeto, como ensina o mestre.Muitos continuaram pesquisando, publicando, participando ativamente de eventos científicos, fazendo seus mestrados, doutorados, enfim mantendo viva nossa história.Isto permitiu que, decorridos 18 anos, pudéssemos, após a recente reativação plena da Sociedade, tenhamos realizado dois congressos brasileiros, muitos outros eventos estaduais e, agora, relançar esta revista na oportunidade do 6o Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, e, também, do 6o Congresso de Medicina Familiar – Região Mercosul - da Confederação Ibero Americana de Medicina Familiar – CIMF/WONCA.Que esta publicação, ao lado de todas as outras atividades da SBMFC, possa significar uma contribuição para a construção de uma prática médica mais humana, integradora e compreensiva acerca dos fenômenos que envolvem a complexidade do processo saúde – adoecimento.Que tenhamos consciência que a pesquisa não é um “elemento revestido de neutralidade e freqüentemente tem sido subserviente à ideologia dominante, a quem sustenta e solidifica, seja justificando sua existência, seja perpetuando um modo determinado de analisar e investigar um conjunto de práticas e procedimentos” (Ricardo Donato, 1983).E por último, mas não menos importante, que saibamos a força que podemos ter ao colaborar para construir um conhecimento socialmente e politicamente mais adequado à realidade das pessoas, principalmente num país ainda em desenvolvimento, pois “... os oprimidos, para se libertarem necessitam de uma teoria de sua ação”. (Paulo Freire, 1970)Parabéns e uma vida longa e útil para a revista e para todos nós! Desistir jamais! Maria Inez Padula Anderson                                                                    João Werner FalkPresidente ...

Carolina Fajardo 2006
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 1, issue 4, P107-118

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) representa um sério problema de saúde no Brasil, tanto por sua prevalência elevada como por suas taxas de morbimortalidade. É uma patologia por si mesma e um fator de risco clássico para as doenças do aparelho circulatório, além de interferir diretamente na qualidade de vida das pessoas por ela acometidas e na de seus familiares. Medidas que possibilitem a sua prevenção e o seu controle devem ser implementadas. Um espaço ideal para a prática de medidas que proporcionem a prevenção e a detecção precoce da HAS é a Atenção Primária à Saúde, por meio da Estratégia Saúde da Família. Sua abordagem pode ser feita por meio de mudanças no estilo de vida e/ou de tratamento medicamentoso com drogas anti-hipertensivas. A adesão ao tratamento é necessária para o seu sucesso e a promoção de estratégias que a possibilitem deve ser uma meta da equipe de saúde. Neste trabalho, será dada ênfase ao tratamento não-farmacológico da HAS. Cada abordagem será apresentada e estudos epidemiológicos que comprovem o seu valor serão relatados.

Armando Henrique Norman 2015
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 10, issue 34, P1-3

Uma das atividades dos profissionais de saúde na prática dos serviços de atenção primária envolve a prevenção de doenças e a promoção da saúde. Essas atividades têm sido fortalecidas atualmente por meio de ações programáticas de saúde e manejo das doenças crônicas não transmissíveis. Esse contexto reforça a importância de se entenderem as bases da prevenção, discutidas no livro Estratégias da Medicina Preventiva de Geoffrey Rose.1 Rose classifica a prevenção de doenças em duas abordagens: a estratégia de alto risco (EAR) e a estratégia de amplitude populacional (EAP). A primeira refere-se ao processo de separação entre os indivíduos de alto risco e os demais. A segunda visa abranger a população como um todo. A estratégia de alto risco parte de uma lógica binária de processo decisório que na medicina é denominada diagnose, ou seja, a pessoa tem ou não a condição a ser investigada. Em caso positivo, alguma intervenção lhe é oferecida; em caso negativo, ‘deixa-se a pessoa em paz’. A EAR é muito atrativa e, tradicionalmente, mais lógica e adequada: primeiro, porque faz sentido tanto aos profissionais como aos pacientes, visto que ambos entendem mais facilmente o porquê da intervenção; segundo, por ser custo-efetiva, pois os recursos são direcionados àqueles que mais precisam; finalmente, porque se encaixa mais no cotidiano dos serviços, que geralmente operam na lógica do modelo individual do cuidado às doenças.Existem, no entanto, algumas desvantagens desse tipo de intervenção: (1) tende-se a medicalizar a prevenção; (2) há que se manter o programa indefinidamente, pois não se intervém no problema de base; e (3) é difícil para aquele que recebe a intervenção quantificar seu real benefício, visto que se opera no campo da probabilidade (NNT: número necessário para tratar durante certo tempo para que uma pessoa se beneficie. Qual pessoa irá se beneficiar? Não sabemos). Porém, o mais frustrante da EAR é seu pequeno impacto nos indicadores específicos da saúde pública para a condição sobre a qual se está intervindo, pois um grande número de pessoas submetidas a um pequeno risco produzirá mais casos da doença em questão do que um pequeno grupo com alto risco. Um exemplo de fácil compreensão é o caso da relação entre Síndrome de Down e idade gestacional. Gestantes abaixo de 30 anos, apesar de apresentarem baixo risco, geram metade das crianças nascidas com Síndrome de Down porque são em maior número, ao passo que gestantes de alto risco (≥ 40 anos) geram somente 13% das mesmas, pois a gestação ocorre com menos frequência nessa faixa etária. Isso produz um paradoxo: a estratégia de alto risco oferece pouco impacto sobre a população, uma vez que o grupo de alto risco representa uma pequena parcela da sociedade. Rose, por meio desse simples paradoxo, demostra que o pensamento binário de dividir entre doente e saudável não é tão efetivo, apesar de, intuitivamente, fazer mais sentido.A proposta alternativa seria atuar sobre toda a população em vez de dividi-la entre os que têm alto risco e aqueles de risco habitual. Por isso a EAP pretende deslocar a média de distribuição do risco na população. Rose demostra esse conceito utilizando o comparativo de prevalências de parâmetros biomédicos entre diversas populações. Em 1988, o Intersalt Cooperative Research Group2 forneceu dados padronizados de alta qualidade de hipertensão arterial e outras variáveis de mais de 10.000 homens e mulheres em 52 amostras populacionais de 32 países. A média dos níveis de pressão arterial sistólica variou 20mmHg entre as diferentes populações, com prevalências de hipertensão variando desde nula no caso dos índios Ianomâmis a 33% nos afro-americanos do Mississipi. Obviamente, esse achado tem grande importância para a saúde pública, pois, se conseguíssemos reduzir a prevalência do fenômeno distribuído na população como um todo, o impacto seria muito maior do que se intervíssemos individualmente. Assim, para uma redução de 10% no nível médio do colesterol sérico na população, esperaria-se uma redução ao longo do tempo de 25% na mortalidade por doença arterial coronariana (p. 132). Ou seja, o governo, suas instituições e a sociedade organizada deveriam focar suas medidas preventivas nas condições sociais que afetam a população em geral e tirar um pouco o foco da intervenção sobre os indivíduos. Alguns exemplos de medidas populacionais são: a adição de flúor à água, de ferro à farinha de trigo, a obrigatoriedade do uso de cinto de segurança e a proibição da ingesta de bebida alcoólica associada à direção. Tais medidas afetam a população como um todo, independente do risco basal individual. Por outro lado, a desvantagem da estratégia populacional é que cada participante individualmente tem pouco benefício, visto que sua susceptibilidade é baixa e a intervenção é disseminada na população. Rose alerta que se o meio em que se vive está propiciando as condições desfavoráveis à saúde (por exemplo, o consumo de alimentos de alto teor calórico, ricos em sal, açúcares e gorduras saturadas e que geralmente têm preços mais acessíveis e forte apelo midiático para seu consumo), intervenções individualizadas terão pouco sucesso. Desse modo, orientar o indivíduo para que mude seus hábitos de vida ou alimentares costuma ter efetividade pequena ou de curta duração, pois a influência do meio é mais forte e tende a corromper propostas de estilo de vida saudável. Portanto, profissionais de saúde deveriam ser mais humildes e compreensivos quando seus pacientes não conseguem reduzir peso, baixar colesterol ou praticar alguma atividade física, principalmente quando trabalham em comunidades com realidade socioeconômica desfavorável. Isso não significa deixar de aconselhar e estimular os pacientes individualmente, mas sim ter a modéstia de reconhecer que, do ponto de vista da saúde pública, esse tipo de abordagem de alto risco tende a ser pouco efetivo. Rose também propõe o que poderíamos chamar de prevenção ‘a menos’ e prevenção ‘a mais’. A prevenção ‘a menos’ seria resgatar uma “saudabilidade” e/ou a sustentabilidade das condições/modos de viver, pois se tem uma boa segurança sobre esse tipo de ação preventiva por meio da remoção de algumas exposições “anormais” e fatores patogênicos (tais como tabagismo, poluição do ar e desvios alimentares recentemente adquiridos como o consumo de alimentos processados). Já a prevenção ‘a mais’ significa a introdução de um agente externo, uma droga, uma vacina, etc. Nesses casos, há necessidade de comprovação de evidências de altíssima qualidade, pois geralmente se está intervindo no corpo saudável, e o que se pretende é oferecer um potencial benefício futuro por meio de uma intervenção no presente. A proposta de Rose pode ser aplicada tanto na prática dos serviços como na relação médico-paciente. A importância das ideias de Rose para a prática dos serviços da APS/ESF está no redirecionamento das atividades dos profissionais de saúde no processo de trabalho. Levando-se em conta a proposta apresentada de forma sucinta anteriormente, os profissionais de saúde deveriam ter a maior parte do seu tempo dedicada ao cuidado das pessoas em sofrimento e, complementarmente, para desenvolver ações de prevenção de doenças e promoção da saúde. Assim, facilitar o acesso ao cuidado deveria ser meta prioritária das equipes de ESF, mas o que costuma ocorrer é uma priorização de ações programáticas e rotinas de exames para pacientes assintomáticos por meio de check-ups. Atualmente, existe na APS uma exagerada valorização de ações preventivas em detrimento do atendimento aos usuários, refletido no pouco espaço nas agendas dos profissionais para a demanda espontânea. Em relação à consulta médica, os conceitos apresentados por Rose também podem fortalecer a relação médico-paciente ao colocarem em segundo plano uma gama de ferramentas probabilísticas de cálculo de risco/mortalidade. A valorização dessas ferramentas de cálculo de risco é um típico exemplo da hipertrofia e da sobrevalorização preventivista, bem como do uso inadequado da EAR. Essa abordagem converte pessoas sem lesão de órgão alvo em pacientes de alto risco, por meio de modelos matemático-estatísticos populacionais, mas que na prática resultam em limitada capacidade preditiva de reais benefícios diante de um paciente em particular. Por isso,a EAR tende a medicalizar pessoas assintomáticas, o que aumenta os custos sociais ao converter pessoas saudáveis em doentes. Por essas razões, o livro de Geoffrey Rose torna-se cada vez mais atual e relevante aos profissionais de saúde frente aos dilemas da prevenção, sobretudo em relação à questão do sobrediagnóstico e do sobretratamento e à necessidade de se construir uma estratégia que fortaleça as bases da relação médico-paciente e a prevenção quaternária.

Jean-Claude St-Onge 2015
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 10, issue 35, P1-8

The first part of this article focuses on the wide variations in the diagnosis of attention-deficit hyperactivity disorder (ADHD) that are observed between countries and between regions within the same country. Diagnosing ADHD is more problematic than is commonly thought. For instance, younger American children in the same grade at school are 64% more likely to receive the diagnosis; symptoms can result from many underlying causes. Furthermore, ADHD can be confused with many other health issues. As a result it is largely overdiagnosed and overtreated. The second part of the article reviews recent studies showing that anti-ADHD drugs lack long-term effectiveness and come with important adverse events. Overall, and in the long run, the pharmacologic treatment of ADHD is likely to cause more harm than good.

Alberto Ortiz Lobo, Jorge Bernstein 2015
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 10, issue 35, P1-9

La extraordinaria expansión de la psiquiatría y la psicología está propiciando el tratamiento de personas sanas que acaban siendo etiquetadas como trastornos mentales. El reduccionismo biológico del modelo médico centrado en los síntomas favorece la transformación de problemas sociales en conflictos individuales y la exposición de los ciudadanos a los efectos adversos de tratamientos excesivos e improcedentes. La prevención cuaternaria en salud mental contempla el empleo de narrativas y formulación de casos (más allá de la etiqueta diagnóstica), la indicación de no-tratamiento y un empleo de los psicofármacos prudente, que considere su deprescripción.

Mohammad Zakaria Pezeshki, Sina Pezeshki 2015
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 10, issue 35, P1-2

No abstract

Miguel Pizzanelli 2015
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 10, issue 35, P1-7

Cuando se aplica un método de tamizaje de modo excesivo, abusivo o innecesario los daños provocados pueden superar a los beneficios. Para desarrollar el concepto de tamizaje excesivo, fueron consideradas algunas categorías: tamizaje innecesario, sin indicación médica, inducido, obligatorio, por frecuencia inadecuada. Existen sesgos de interpretación que no permiten determinar de forma objetiva el balance daño beneficio de los programas de tamizaje relacionados al exceso de diagnóstico. Evitar el daño producido por tamizajes excesivos (overscreening) requiere llevar recomendaciones y pautas genéricas al terreno de la práctica clínica con casos particulares. La prevención cuaternaria, fundada conceptualmente en los cuidados de salud centrados en la persona, permite considerar las creencias, inquietudes, opciones individuales, haciendo posible llevar a la prevención a una escala humana.

Leticia Simao Aiex, Maria Villa Juárez Jimenez, Alejandro Pérez Milena 2015

Rev Bras Med Fam Comunidade. Rio de Janeiro, 2015 Jul-Set; 10(36):1-7 1Osteonecrose mandibular relacionada com bifosfonatos orais em paciente idosa polimedicada Biphosphonate-related osteonecrosis of the jaw in an old patient with oral bisphosphonate exposure A polifarmácia define-se como o consumo de cinco ou mais fármacos simultâneos durante um período de tempo determinado e é cada vez mais frequente em pessoas maiores de 65 anos. A osteoporose é a alteração metabólica óssea mais frequente nos países ocidentais e o segundo problema sanitário no mundo, depois das doenças cardiovasculares. Sua maior complicação é a fratura por fragilidade, afetando mais mulheres que homens. A prevenção de fraturas por osteoporose é feita com diversos tipos de remédios e os mais usados são os bifosfonatos. Estes são fármacos com amplo uso em Atenção Primária, principalmente para osteoporose pós-menopáusica. Apesar de serem bem tolerados, não estão isentos de efeitos secundários, sendo um dos mais graves a osteonecrose mandibular, como ocorre no caso exposto neste trabalho. Por este e outros motivos, sempre é importante ponderar risco-benefício de forma individualizada antes de começar qualquer tratamento e, principalmente, quando se trata a de pacientes polimedicados. (36)748 www.rbmfc.org.br CASOS CLÍNICOS Osteonecrosis mandibular relacionada con la toma de bifosfonatos orales en paciente anciana polimedicadaPolypharmacy is defined as consumption of five or more concomitant drugs over a period of time, and its incidence is more common in people aged over 65 years. Osteoporosis is the most frequent metabolic bone disease in Western countries and the second most frequent health problem worldwide after cardiovascular diseases. Its main complication is fracture caused by bone fragility, and it affects more women than men. Various treatments are available to prevent them, and one of the most commonly used treatments is bisphosphonate therapy. These drugs are widely used as first-line therapy, especially in postmenopausal osteoporosis. Although biphosphonates are generally well tolerated, they are not free of side effects, and one of the most serious ones is osteonecrosis of the jaw, as shown in the following clinical case. For these and other reasons, it is always important to perform risk-benefit analysis individually before starting any treatment, especially in patients with polypharmacy. não se aplica. Conflito de interesses:declaram não haver.

Christiane de Fátima Colet, Claudia Angelica Nunes Cavalheiro, Gislaine Tisott Dal Molin, et al. 2015

Este estudo buscou descrever o uso de plantas medicinais por usuários do Serviço Público de Saúde do município de Ijuí/RS. Métodos: trata-se de estudo transversal, com questionário estruturado, aplicado aos usuários que buscam atendimento no Serviço Público de Saúde do município de Ijuí/RS, nas unidades da Secretaria Municipal de Saúde/Unidade de Saúde do Centro - UESF -, que atende os bairros Luis Fogliatto e Alvorada, e UESF do Meio-Rural. A coleta de dados ocorreu entre março a setembro de 2012 e foi aprovado pelo CEP/UNIJUÍ. Resultados: dos 446 entrevistados, 81,0% utilizam plantas e 71,5% afirmaram utilizá-las por indicação de familiares. As espécies mais citadas foram: Achyrocline satureioides D.C. (Lam.) (marcela) 22,8%, Matricaria chamomilla L. (camomila) 13,5%, Lippia alba (Mill.) N.E. Br. ex Britton & P. Wilson (cidreira) 9,7%. Quanto às indicações terapêuticas atribuídas às plantas, as mais citadas foram as doenças do trato gastrointestinal, sistema nervoso, distúrbios metabólicos, aparelho respiratório e hipertensão. Algumas destas indicações não encontraram embasamento científico na literatura pesquisada. Conclusão: entende-se necessária a capacitação dos profissionais da área da saúde para garantir a correta orientação ao usuário, bem como o fomento à pesquisa com plantas medicinais para embasar a implementação de políticas públicas de fitoterapia.

Alana Diniz Cavalcanti, Joselma Cavalcanti Cordeiro 2015
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 10, issue 37, P1-9

Objetivo: Analisar a dinâmica das ações intersetoriais presentes na Estratégia de Saúde da Família a partir de um território, na cidade do Recife. Método: Pesquisa qualitativa, adotando o referencial teórico da produção social da saúde e a entrevista semiestruturada como instrumento de coleta dos dados aplicado aos profissionais que compõem equipes de saúde da família e profissionais que compõem serviços de referência do território investigado, tendo a teoria de Bardin como base para realização da análise de conteúdo. Resultados: Obtém-se a noção de saúde perpassando os múltiplos aspectos que envolvem a vida humana e o conceito de intersetorialidade distante das agendas dos serviços, refletindo uma prática intersetorial também deficitária. Conclusão: Possibilidades de práticas de diálogos entre os setores emergiram como caminhos possíveis dentro e fora do setor saúde como forma de superação dos problemas.

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