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Eliane Chomatas, et al. 2013
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 8, issue 29, P294-303

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Milena Rodrigues Agostinho, et al. 2010
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 5, issue 17, P9-15

ResumoA autopercepção da saúde baseia-se em critérios subjetivos e objetivos, sendo influenciada por fatores como sexo, idade, classe social e presença de doenças crônicas. Este trabalho descreve a autopercepção da saúde de usuários adultos adscritos à rede de Atenção Primária à Saúde (APS) de Porto Alegre (RS). Trata-se de um estudo transversal de base populacional, que avaliou a autopercepção da saúde por meio da pergunta "Comparado com alguém de sua idade e sexo, como você considera sua saúde?". As respostas foram agrupadas em "boa" ou "ruim". Variáveis sociodemográficas e econômicas, biológicas, de estilo de vida, do estado de saúde e da relação com o Serviço de Saúde ou médico referido foram utilizadas no modelo hierárquico conceitual para auxiliar na descrição da autopercepção de saúde por meio de regressão de Poisson modificada. (RP: 1,19; IC: 1,27) aumentaram significativamente a probabilidade de o usuário avaliar sua saúde como boa. A autopercepção da saúde mostra-se influenciada por fatores biológicos, socioeconômicos e de vínculo com o Serviço. Cabe ressaltar que maior satisfação com Serviço de APS estava associada à melhor autopercepção de saúde, justificando a reorganização do Sistema Único de Saúde pela ampliação da rede de Serviços de APS, como a Estratégia Saúde da Família.

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Gisele Soares Mendes, et al. 2014
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 9, issue 32, P273-278

entre pessoas com 9 a 11 anos de educação formal. Entre as regiões, quanto menor o nível de escolaridade, maior a prevalência de hipertensão. Conclusão: a prevalência da HAS acima dos 65 anos não seguiu uma tendência linear, mas manteve-se elevada, com predomínio em idosos do sexo feminino e em idosos com baixa escolaridade, chamando a atenção para a necessidade de ações de prevenção dos fatores de risco e acompanhamento em longo prazo dos idosos hipertensos. AbstractObjective: to observe the evolution of the prevalence of hypertension in the Brazilian elderly population between 2006 and 2010. Methods: descriptive, ecological, quantitative study of the prevalence of hypertension among the Brazilian population aged 65 years or above, with data collected through telephone interviews from 2006 to 2010, obtained from the Information Technology Department of the Brazilian Public Health System (DATASUS), related to sex, region and education. Results: we found no significant difference in the prevalence of hypertension across Brazilian regions in the period analyzed. In women aged 65 years or above, the prevalence of hypertension was higher than in men in that same age group. With regard to education, we found that in people with 9-11 years of schooling the prevalence of hypertension in 2006 was significantly lower than in 2008 and 2009. Across Brazilian regions, the lower the education level the higher the prevalence of hypertension. Conclusion: The prevalence of hypertension in the population aged 65 years or above did not follow a linear trend but remained elevated, predominantly in elderly females and elderly people with low schooling, calling attention to the importance of preventing risk factors and to the long-term follow-up of people with hypertension. ResumenObjetivo: observar la evolución de la prevalencia de la hipertensión arterial (HTA) en los ancianos entre 2006 y 2010 en Brasil. Métodos: estudio descriptivo, ecológico, cuantitativo, de un periodo comprendido entre 2006 a 2010 con datos recogidos del Departamento de Informática del Sistema Único de Salud (DATASUS), relacionada con el sexo, la región y la educación en un grupo de edad de 65 años o más. Resultados: en el análisis entre las regiones de Brasil no hay diferencia significativa en los años analizados. En la comparación entre los sexos, la prevalencia de hipertensión en personas con 65 años o más fue mayor en mujeres que en hombres. En la escolaridad, fue encontrado que, con 9-11 años de estudio, la prevalencia en 2006 fue significativamente menor que en los años 2008 y 2009. Entre las regiones, cuanto menor sea el nivel de escolaridad, mayor es la prevalencia de la hipertensión. Conclusión: la prevalencia de la hipertensión en personas con más de 65 años no siguió una tendencia lineal, sino que se mantuvo elevada, sobre todo en mujeres de edad avanzada y en las personas mayores con baja escolaridad, llamando la atención sobre las acciones preventivas y de vigilancia de factores de riesgo en largo plazo en los hipertensos.

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Paula Miranda, et al. 2016
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 11, issue 38, P1-9

Objetivo: Este estudo pretendeu conhecer aspectos dos utentes e consultas em que se fez pela primeira vez o diagnóstico de depressão. Métodos: Estudo observacional, transversal e descritivo. População obtida por aplicação de critérios de exclusão aos utentes que, em consulta durante 2011, tiveram em “Avaliação” a codificação “Perturbações depressivas”. Pela análise do registro da consulta, estudaram-se as variáveis: idade, sexo, mês, tipo de consulta, consulta presencial/não presencial, sinais/sintomas depressivos anotados e/ou codificados, prescrição de psicofármacos, prescrição pela primeira vez/renovação de receituário. No caso de prescrição pela primeira vez: psicofármacos segundo grupo farmacológico e Denominação Comum Internacional, prescrição de antidepressivo na dose terapêutica e referência ao tempo de tratamento antidepressivo. Resultados: População de 105 indivíduos. Consultas maioritariamente presenciais (79%). Maior codificação de sinais/sintomas depressivos que anotação apenas ou que anotação e codificação. O sinal/sintoma mais codificado foi “Sensação de depressão” (28%). Houve prescrição de ansiolíticos isoladamente e um caso de prescrição subterapêutica do antidepressivo. Quanto à duração do tratamento antidepressivo, em 13,7% das receitas houve menção de que o tratamento deveria prolongar-se no mínimo por 6 meses. Conclusão: A obtenção de uma população pequena e possíveis vieses de informação foram limitações encontradas. Achamos curioso que o sinal/sintoma depressivo mais codificado fosse “Sensação de depressão”. É necessário melhorar os registros clínicos e prescrição na depressão.

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Marisa Loio, et al. 2018
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 12, issue 39, P1-8

Juvenile dermatomyositis -role of the family physician in the approach of a rare disease A dermatomiosite juvenil (DMJ) é uma doença rara, autoimune, multissistêmica, caracterizada por uma vasculite da pele e do músculo estriado. Em idade pediátrica é a miopatia inflamatória idiopática mais frequente. Este caso consiste numa paciente do sexo feminino, de 11 anos de idade, que recorreu ao médico de família e comunidade (MFC) por erupção maculopapular da superfície dorsal das articulações metacarpo-falângicas e interfalângicas das mãos, eritema da região malar, lesões maculares da superfície extensora dos cotovelos e joelhos e diminuição da força muscular dos membros. O fato do MFC ter estado atento a estas manifestações clínicas e ter referenciado a paciente precocemente para Reumatologia por suspeita de dermatomiosite permitiu uma rápida instituição terapêutica e redução do impacto da doença. Após estabelecimento do diagnóstico, o MFC continua com um papel ativo na identificação de complicações da doença e na avaliação do seu impacto na dinâmica familiar. (39)1418 www.rbmfc.org.br CASOS CLÍNICOS Dermatomiositis juvenil -papel del médico de familia en el abordaje de una enfermedad raraJuvenile dermatomyositis (JDM) is a rare, multisystem, autoimmune disease, characterized by skin and striated muscle vasculitis. In children is the most frequent idiopathic inflammatory myopathy. This case consists in an 11-year old female patient consulted her Family and Community Physician (FCP) with maculopapular rash of the dorsal surface of the metacarpophalangeal and interphalangeal joints of the hands, malar erythema, macular lesions on the extensor surface of the elbows and knees, and reduced muscle strength of the limbs. The fact that the FCP have been aware of these clinical manifestations and made an early referral to Rheumatology for suspected dermatomyositis, allowed a prompt treatment, and a decrease impact of the disease. After making a diagnosis, FCP continues with an active role in the identification of the disease complications and assessing their impact on family dynamics. não se aplica. Conflito de interesses:declaram não haver. Procedência e revisão por pares:revisado por pares. Recebido em: 10/11/2016. Aprovado em: 14/11/2017. La dermatomiositis juvenil (DMJ) es una enfermedad rara, autoinmune, multisistémica, caracterizada por una vasculitis de la piel y del músculo estriado. En los niños es la miopatía inflamatoria idiopática más frecuente. En este caso se presenta una paciente de sexo femenino, de 11 años, que consultó a su médico de familia y de la comunidad (MFC), por tener erupción maculopapular de la superficie dorsal de las articulaciones metacarpofalángicas e interfalángicas de las manos, eritema de la región malar, lesiones maculares de la superficie extensora de los codos y rodillas, y disminución de la fuerza muscular de los miembros. El hecho de que el MFC estaba atento a estas manifestaciones clínicas y de tener prontamente referenciado la paciente a la Reumatología por sospecha de dermatomiositi...

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Andreia Alves de Castro, et al. 2019
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 14, issue 41, P1917

A diarreia crônica, caracterizada pela presença de mais de três dejeções de consistência pastosa durante pelo menos quatro semanas, é frequentemente encontrada na prática clínica. Na diarreia crônica, a probabilidade de uma etiologia infecciosa é baixa, sendo as causas funcionais, inflamatórias, osmóticas ou secretórias mais comuns. A amebíase intestinal é uma causa de diarreia crônica, causada pelo protozoário Entamoeba histolytica, sendo comum e prevalente em países em desenvolvimento. Pode ter várias formas de apresentação, sendo na maioria dos casos assintomática. Apresenta-se o caso clínico de um paciente de 27 anos, sexo masculino, raça caucasiana, homem que pratica sexo com homens (HSH), com diarreia crônica com início há cerca de seis anos. O exame objetivo não revelava alterações. Realizou exame parasitológico de fezes, com isolamento de quistos de Entamoeba histolytica. Foi medicado com metronidazol e paromomicina com resolução clínica do quadro. É importante para o Médico de Família equacionar esta etiologia na investigação de pacientes com diarreia, para um correto e atempado diagnóstico e tratamento, de modo a evitar exames desnecessários, possíveis complicações, a transmissãodo agente e um grave problema de saúde pública.

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Leticia Simao Aiex, et al. 2015
Rev Bras Med Fam Comunidade

Rev Bras Med Fam Comunidade. Rio de Janeiro, 2015 Jul-Set; 10(36):1-7 1Osteonecrose mandibular relacionada com bifosfonatos orais em paciente idosa polimedicada Biphosphonate-related osteonecrosis of the jaw in an old patient with oral bisphosphonate exposure A polifarmácia define-se como o consumo de cinco ou mais fármacos simultâneos durante um período de tempo determinado e é cada vez mais frequente em pessoas maiores de 65 anos. A osteoporose é a alteração metabólica óssea mais frequente nos países ocidentais e o segundo problema sanitário no mundo, depois das doenças cardiovasculares. Sua maior complicação é a fratura por fragilidade, afetando mais mulheres que homens. A prevenção de fraturas por osteoporose é feita com diversos tipos de remédios e os mais usados são os bifosfonatos. Estes são fármacos com amplo uso em Atenção Primária, principalmente para osteoporose pós-menopáusica. Apesar de serem bem tolerados, não estão isentos de efeitos secundários, sendo um dos mais graves a osteonecrose mandibular, como ocorre no caso exposto neste trabalho. Por este e outros motivos, sempre é importante ponderar risco-benefício de forma individualizada antes de começar qualquer tratamento e, principalmente, quando se trata a de pacientes polimedicados. (36)748 www.rbmfc.org.br CASOS CLÍNICOS Osteonecrosis mandibular relacionada con la toma de bifosfonatos orales en paciente anciana polimedicadaPolypharmacy is defined as consumption of five or more concomitant drugs over a period of time, and its incidence is more common in people aged over 65 years. Osteoporosis is the most frequent metabolic bone disease in Western countries and the second most frequent health problem worldwide after cardiovascular diseases. Its main complication is fracture caused by bone fragility, and it affects more women than men. Various treatments are available to prevent them, and one of the most commonly used treatments is bisphosphonate therapy. These drugs are widely used as first-line therapy, especially in postmenopausal osteoporosis. Although biphosphonates are generally well tolerated, they are not free of side effects, and one of the most serious ones is osteonecrosis of the jaw, as shown in the following clinical case. For these and other reasons, it is always important to perform risk-benefit analysis individually before starting any treatment, especially in patients with polypharmacy. não se aplica. Conflito de interesses:declaram não haver.

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Luiz Miguel Santiago, et al. 2015
Rev Bras Med Fam Comunidade

Objetivos: assumindo a obrigatoriedade de classificação ICPC-2 em cada consulta, conhecer a informação, em consultas passadas pelo método de Weed-SOAP segundo o gênero e idade de quem consulta o médico (consulente ou paciente), caracterizando o nível de registro pelo método SOAP em Subjetivo (S) -classificação e anotações -em Objetivo (O) anotações sobre o estado do paciente, em Avaliação (A) da classificação e em Plano (P) da classificação e anotações. Métodos: estudo observacional, transversal em outubro de 2012, em amostra aleatorizada das consultas presenciais de dois médicos orientadores de internato de especialidade, em três meses sorteados do 1º semestre de 2012, e em quatro dias sorteados em cada mês, em amostra representativa com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 6%. Utilizou-se estatística descritiva e inferencial. Resultados: amostra de 318 consultas, n=149 (46,9%) no gênero masculino, n=61 (19,2%) no grupo etário <18 anos e n=194 (61,0%) no ≥18 e <65 anos, ns por grupos etários e gênero. Em S, há classificação em 98,7% e anotação em 47,2% das consultas; Em O, verificamos "As anotações demonstram o estado do paciente" em 66,0% e "As anotações são explícitas e entendíveis" em 79,9%; em A, 97,8% das consultas têm classificação; Em P, há classificação em 96,5% e anotações explicando o plano em 23,0% das consultas. Distribuição sem significado por grupo etário para as variáveis estudadas. É mais frequente haver no gênero feminino em S "As anotações são explícitas e entendíveis" e em P "Há classificação de procedimentos". Conclusão: há campo para mais completa coleta da informação na consulta, permitindo, assim, melhor conhecimento de cada consulta e caso para o futuro. Resumo Palavras-chave:Referência e Consulta Classificação Internacional de Atenção Primária Registros MédicosComo citar: Santiago LM, Carvalho R, Botas P, Miranda P, Matias C, Simões AR, Pereira C, Glória Neto M. A informação na consulta presencial em Medicina Geral e Familiar: classificações segundo a ICPC-2 e anotações livres para a memória futura no SOAP. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2015;10(36) declaram não haver.

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Armando Henrique Norman 1970
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 7, issue 23, P67-68

A Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC) vem melhorando consideravelmente ao longo dos últimos anos e o Editorial da edição 21 faz um resumo dos avanços alcançados até o presente momento. Ao assumir a responsabilidade pela edição da RBMFC escolhi o tema da qualidade em saúde para abrir essa nova fase da revista e também estimular o leitor a refletir sobre o significado do termo 'qualidade' e seus matizes na Medicina. Outra razão para a escolha da temática é que esta permeia o conteúdo da presente edição. Como novo editor da revista pretendo manter o alto padrão alcançado por meus antecessores, o que considero uma tarefa desafiadora. Desde já, gostaria de afirmar que me sinto honrado por estar à frente da RBMFC e que me esforçarei para continuar aprimorando ainda mais este importante espaço de reflexão dos médicos de família e comunidade e demais profissionais de saúde.A ideia de medir a qualidade dos serviços em saúde começou a ser desenvolvida na década de 1960, por Avedis Donabedian, na Universidade de Michigan (EUA). Donabedian lançou uma metodologia avaliativa e classificatória no que se refere à estrutura, ao processo e aos resultados nos serviços de saúde.1 Ele afirmava que 'o critério de qualidade nada mais é do que juízo de valor' e que a definição de qualidade em saúde 'reflete os valores e objetivos correntes de um determinado sistema de saúde e de toda a sociedade do qual ele faz parte'.2 Neste sentido, a cultura e os valores das sociedades mudaram drasticamente ao longo das últimas décadas, particularmente na Medicina, com o surgimento da Medicina Baseada em Evidências (MBE). Desse modo, tornou-se possível melhor estabelecer padrões de serviços e procedimentos em saúde e, consequentemente, definir serviços de alta qualidade em saúde, bem como medir alguns de seus aspectos. 3Se a liberdade dos médicos já era tida com um mito, visto que estes sempre praticaram seu ethos de acordo com preceitos pré-estabelecidos, no sentido de que tais procedimentos eram apropriados a certas situações mesmo que não houvesse 'provas científicas' de que fossem efetivos 4 , hoje, com a MBE, a autonomia dos médicos tornou-se cada vez mais restrita, a ponto de estarmos correndo o risco de fortalecermos um modelo científico-burocrático do exercício da Medicina.5 Neste sentido, Donabedian já havia definido a prática dos médicos como uma 'validade normativa', ou seja, fundamentada por um consenso profissional. Ele afirmava que, mesmo quando duas escolas rivais de pensamento diferem em suas práticas, mas cada uma delas 'se conforma fielmente às recomendações de uma ou de outra escola, pode-se considerar que ambas possuam um mesmo nível de qualidade'. 4 Portanto, a qualidade em qualquer sistema de saúde pode apenas refletir uma ideologia hegemônica que define os critérios para sua formatação.

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Tatiana Monteiro Fiúza, et al. 2012
Rev Bras Med Fam Comunidade volume 7, issue 24, P139-146

As reformas curriculares e a mudança do perfil na formação de profissionais da saúde apresentam muitos desafios. O objetivo deste estudo foi caracterizar as necessidades educacionais em saúde percebidas e representadas pelos profissionais de nível superior que atuam na Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Fortaleza/CE, recém-aprovados em concurso de âmbito municipal. Trata-se de um estudo descritivo com duas etapas. Um estudo transversal em 2006 com aplicação de inquérito para aferição das necessidades de Educação em Saúde, e a segunda etapa em 2011 com a análise documental sobre as ações realizadas para educação permanente dos profissionais da rede municipal de saúde pela Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza. O instrumento utilizado para coleta dos dados foi um questionário semiestruturado, aplicado a profissionais médicos, enfermeiros e odontólogos. Do universo de 900 profissionais recém-concursados, nossa amostra de conveniência contou com 375 respondentes. Observou-se, no estudo, que, quanto ao desejo de realização de pós-graduação, o mestrado profissional, a residência em medicina de família e comunidade, a residência multiprofissional em saúde da família, que são modalidades de pós-graduação que ocorrem em serviço, são necessidades manifestadas por significativa parte dos profissionais. Por outro lado, profissionais também assinalaram a necessidade de cursos de 40 horas de forma pontual. A educação permanente é apontada pela literatura e pelo atual estudo como um caminho para melhoria na qualidade da ESF, por centrar nos processos de trabalho a construção do processo educativo. Para a educação em Saúde gerar efetivos processos de reflexão-ação-reflexão no cotidiano de trabalho, deve-se promover a ligação política com a mudança da formação de perfil profissional e, para isso, colocar em evidência as necessidades educacionais dos profissionais é fundamental.

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