1970
DOI: 10.30962/ec.170
|View full text |Cite
|
Sign up to set email alerts
|

O Significado Político da Produção Fonográfica Independente Brasileira

Abstract: Neste texto, articula-se o significado político da produção fonográfica independente no Brasil, no final da década de 1970, ao contexto cultural e político dos anos 1960 e 1970. A hipótese é que tal conotação está intimamente ligada ao desenvolvimento do mercado de bens simbólicos no país e ao engajamento político da classe dos músicos no nacionalismo do pósguerra. O objetivo é demonstrar como o viés político emprestado à produção independente pode ser relacionado ao desenrolar desses processos.

Help me understand this report

Search citation statements

Order By: Relevance

Paper Sections

Select...
1
1
1
1

Citation Types

0
0
0
4

Year Published

2008
2008
2017
2017

Publication Types

Select...
2

Relationship

0
2

Authors

Journals

citations
Cited by 2 publications
(4 citation statements)
references
References 0 publications
0
0
0
4
Order By: Relevance
“…Porém, as gravadoras ainda não haviam se dado conta de que existia a possibilidade de cópia das mídias gravadas no CD para um computador, o que, no início, ainda não era um grande problema, pois, sem a Internet, o máximo que as pessoas conseguiam eram alguns CDs copiados e vendidos em "camelôs". Marchi (2006) Podemos também relacionar estes quadros com a consideração de Howkins (2013) à respeito da opinião das gravadoras quanto à Internet pois, no primeiro momento, quando elas ainda estavam inclusas nesses sistema, faziam uso das mídias para divulgação dos artistas. No segundo momento (segundo quadro), os artistas passaram a fazer uso da Internet e das mídias em uma interação direta, sem a interferência das gravadoras, assim, ela deixou de ser exatamente uma aliada para as gravadoras.…”
Section: Análise Do Casounclassified
“…Porém, as gravadoras ainda não haviam se dado conta de que existia a possibilidade de cópia das mídias gravadas no CD para um computador, o que, no início, ainda não era um grande problema, pois, sem a Internet, o máximo que as pessoas conseguiam eram alguns CDs copiados e vendidos em "camelôs". Marchi (2006) Podemos também relacionar estes quadros com a consideração de Howkins (2013) à respeito da opinião das gravadoras quanto à Internet pois, no primeiro momento, quando elas ainda estavam inclusas nesses sistema, faziam uso das mídias para divulgação dos artistas. No segundo momento (segundo quadro), os artistas passaram a fazer uso da Internet e das mídias em uma interação direta, sem a interferência das gravadoras, assim, ela deixou de ser exatamente uma aliada para as gravadoras.…”
Section: Análise Do Casounclassified
“…Em poucas palavras, o acesso aos conteúdos (informação) tornou-se um mecanismo central de ativação do processo de consumo tecnológico. Nesse princípio, a oferta de acesso a músicas, vídeos, jogos virtuais, entre outras formas de entretenimento, permite às empresas promoverem a contínua atualização de produtos e serviços, como telefones celulares, reprodutores de DVD e portais de acesso à internet (De Marchi 2005a;Sá 2005).…”
Section: Sobre a Indústria Fonográfica Brasileiraunclassified
“…Descoordenadamente, houve algumas iniciativas no sentido de desenvolver estruturas que viabilizassem a produção independente de maneira profissional no país. Datam dessa época a criação de instituições de auxílio aos músicos que quisessem seguir a via alternativa de produção, como a APID (Associação dos Produtores Independentes de Discos); a Coomusa (Cooperativa de Músicos do Rio de Janeiro); a Distribuidora Independente de Discos e Fitas; além da parceria firmada entre a Lira Paulistana e a gravadora brasileira Continental (De Marchi 2005b;Dias 2000;Vaz 1988). Tal estrutura independente foi importante para revelar ao público novos artistas que se tornariam expressivos no cenário musical brasileiro, como, entre outros, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e o próprio grupo Boca Livre.…”
Section: A Nova Produção Independenteunclassified
See 1 more Smart Citation