2008
DOI: 10.1590/s0100-736x2008001000012
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Diagnóstico de raiva no Rio Grande do Sul, Brasil, de 1985 a 2007

Abstract: São apresentados os resultados de 23 anos de diagnósticos de raiva realizados no Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Entre os anos de 1985 e 2007, um total de 23.460 amostras foram diagnosticadas no laboratório, compreendendo cerca de 95% do número total de amostras submetidas ao diagnóstico laboratorial de raiva no Estado. A metodologia utilizada seguiu técnicas padrões como a imunofluorescência direta (IFD) e inoculação em camundongos (IC). Não ocorr… Show more

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“…No estudo realizado por , na região metropolitana de Curitiba, verificou-se taxa de positividade de 32,1% para a raiva em herbívoros. Em MS (Neves 2008), nos estados da Região Norte (Casseb et al 2006), em MT (Matta et al 2010) e no RS (Teixeira et al 2008) as taxas foram, respectivamente, 23,8%, 30,5%, 33,5 % e 33,9%. Em Minas Gerais as taxas foram mais elevadas, variando entre 50,5% de 1976 até 1997 (Silva et al 2001a), 44,4% até 2006(Menezes et al 2008) e 41,5% até 2010 .…”
Section: Resultsunclassified
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“…No estudo realizado por , na região metropolitana de Curitiba, verificou-se taxa de positividade de 32,1% para a raiva em herbívoros. Em MS (Neves 2008), nos estados da Região Norte (Casseb et al 2006), em MT (Matta et al 2010) e no RS (Teixeira et al 2008) as taxas foram, respectivamente, 23,8%, 30,5%, 33,5 % e 33,9%. Em Minas Gerais as taxas foram mais elevadas, variando entre 50,5% de 1976 até 1997 (Silva et al 2001a), 44,4% até 2006(Menezes et al 2008) e 41,5% até 2010 .…”
Section: Resultsunclassified
“…Estudos sobre a ocorrência da doença foram realizados em diferentes estados, abrangendo observações em intervalos de tempo (sequência de anos) maiores do que 20 anos (Silva et al 2001a, Santos et al 2006, Teixeira et al 2008) ou menores do que 15 anos (Feital & Confalonieri 1998, Neves 2008, Galiza et al 2010, Matta et al 2010), e apontaram aspectos epidemiológicos diversos, caracterizando sazonalidade, ciclicidade, regiões de risco maior, espécies acometidas, entre outros.…”
Section: Introductionunclassified
“…A diminuição de casos seguida da elevação pode estar relacionada à ocorrência da ciclicidade da raiva no MS, fato este apontado anteriormente por autores que mencionam ciclos com periodicidade de aproximadamente 7 anos (Mori & Lemos 1998). A ciclicidade da doença também é relatada no estado do Rio Grande do Sul (Teixeira et al 2008), o que de acordo com Turner (1975), em regiões endêmicas a cada 2 a 3 anos ocorrem surtos limitados a população de morcegos. Isto se deve aparentemente ao maior número de morcegos infectados nos picos da doença nos herbívoros, ocorrendo período de declínio para repovoamento e re-infecções das colônias de morcegos já que o crescimento das mesmas é lento .…”
Section: Raivaunclassified
“…Na Paraíba, Lima et al (14) relataram 18,75% de positividade e destacaram ser a raiva a enfermidade neurológica mais frequentemente diagnosticada. Tal condição sinaliza para a alta perda de animais na região, superior à observada em outros estados, como no Rio Grande do Sul, que tem um percentual de bovinos mortos por raiva de 2,5% (15) a 2,7% (16) . No entanto, segundo os autores essa maior frequência de raiva em bovinos na Paraíba em relação aos estados citados anteriormente deve-se, provavelmente, entre outras causas, ao fato de que nesses estados são realizadas campanhas de controle de morcegos, o que não acontece na Paraíba.…”
Section: Discussionunclassified
“…O aumento nos números de casos de raiva em morcegos hematófagos e não hematófagos tem sido observado, assim como o número de morcegos submetidos a diagnóstico em todo país. De acordo com Teixeira et al (16) , isso provavelmente reflete o aumento do conhecimento sobre o papel dos morcegos no ciclo de transmissão da raiva ou ainda pela maior oportunidade de percepção da presença da espécie no meio ambiente alterado pelo homem. No Brasil, das 167 espécies de morcegos encontradas, o vírus rábico já foi isolado de 41 espécies (22) .…”
Section: Discussionunclassified