2003
DOI: 10.1590/s0104-83332003000100004
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Abstract: Este artigo investiga a importância do vocabulário obsceno no interior da cultura pornográfica que se inaugura na Europa a partir do Renascimento, cuja pedra de toque é a nomeação explícita do sexo. Para tanto, interroga o estatuto da moderna ficção erótica enquanto gênero literário, atentando para a condição de fetiche da linguagem licenciosa. Representação privilegiada do erotismo, a palavra obscena subverte sua função abstrata de signo para ganhar um corpo próprio que, no limite, substitui a presença do cor…

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