2022
DOI: 10.1590/1413-2311.341.113426
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Economia Plural Em Ecovilas: Para Além Da Monocultura Da Mente

Abstract: RESUMO Este artigo objetiva sistematizar práticas de pluralidade econômica tomando como base empírica propósitos de autossuficiência em ecovilas e, como referência teórica, elementos de economia solidária, plural em Polanyi e da dádiva em Mauss. Assumimos a premissa que a economia de mercado domina a sociabilização humana reduzindo a racionalidade humana ao cálculo utilitário, estabelecendo, assim, uma monocultura que se espraiada da mente à agricultura. Pontuamos práticas econômicas cujos propósitos e esquema… Show more

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“…O movimento mundial de Agriculturas Alternativas emergiu nas décadas de 1960 e 1970 em contraposição ao modelo de modernização para o campo e às tecnologias associadas à "revolução verde" e ao modelo tecnológico produtivista e agroquímico dominante, fortemente baseado em estratégias e tecnologias que visam atingir maior produtividade (como o uso intensivo de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e mecanização). Além disso, o estilo dominante dessa agricultura "moderna" é operacionalizado sob a ótica das monoculturasde cultivos e de mentes/epistemesimpactando na perda das características naturais, da rusticidade e da capacidade de resistência das plantas (SHIVA, 2003;GLIESSMAN, 2005;CALLE COLLADO et al, 2013;TRES;SOUZA, 2022). Vandana Shiva (2003), ao tratar das "monoculturas da mente", afirma que a monocultura se inicia na mente para só depois chegar ao solo.…”
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“…Nesse sentido, desde a década de 1990, autores como Altieri (1998) alertam que o saber científico para a produção desse modelo dominante de agricultura acabou substituindo técnicas de cultivo milenares, inaugurando um novo paradigma de desenvolvimento. Esse modelo é excludente na medida em que rotula como "não saber" as alternativas locais, os saberes tradicionais e a complexidade dos tempos e dinâmicas da natureza (ALTIERI, 1998;TRES;SOUZA, 2022). Assim, a "revolução verde" e a "agricultura industrial" transformaram drasticamente a agricultura mundial, produzindo desigualdades e graves consequências para o Página 3 de 25 DOI: https://doi.org/10.56579/rei.v6i4.1288 meio ambiente e para a saúde humana, e ameaçando a autonomia e os modos de vida de agricultores(as) em seus territórios (SARANDÓN, 2002;CAPORAL, 2011CAPORAL, , 2020CALLE COLLADO et al, 2013;DAUFENBACK et al, 2022;RIGOTTO et al, 2022), disputando a hegemonia produtiva e social nos territórios rurais.…”
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