2004
DOI: 10.1590/s0103-40142004000100019
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Abstract: 209ÁRIAS INTERROGAÇÕES suscitaram ao meu espírito a tragédia daquele negro infeliz que o gênio de Eugene O'Neill transformou em O Imperador Jones. Isso acontecia no Teatro Municipal de Lima, capital do Peru, onde me encontrava com os poetas Efraín Tomás Bó, Godofredo Tito Iommi e Raul Young, argentinos, e o brasileiro Napoleão Lopes Filho. Ao próprio impacto da peça juntava-se outro fato chocante: o papel do herói representado por um ator branco tingido de preto.Àquela época, 1941, eu nada sabia de teatro, eco… Show more

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“…Quanto à Eugene O'Neill, as trocas artísticas também são evidentes. Abdias do Nascimento afirma que a ideia de criar o Teatro Experimental do Negro lhe ocorreu quando assistiu uma montagem de Imperador Jones, de Eugene O'Neill, no Teatro Municipal de Lima, no Peru, em 1941(Nascimento, 2004. Imperador Jones, por sinal, foi o primeiro espetáculo montado profissionalmente pelo Teatro Experimental do Negro, em 1945, com a autorização de Eugene O'Neill, com quem Abdias do Nascimento mantinha correspondência (Nascimento, 1978, p. 31).…”
Section: Emanuelunclassified
“…Para Nascimento (2004), até o aparecimento de Rodrigues, o teatro no Brasil reproduzia um teatro de marca portuguesa que em nada refletia a estética emergente da nossa sociedade e dos nossos valores de representação. Esse teatro importado reforçava, segundo Nascimento (2004), a rejeição do negro como personagem e intérprete, e excluía da nossa literatura dramática as experiências particulares dos negros nos campos sociocultural e religioso.…”
Section: A Introdução Inovadora Da Questão Racial No Teatro Brasileirounclassified
“…3 Isso, mesmo naquela que tratou especificamente do Teatro Experimental do Negro (TEN) ou, de forma mais ampla, da intelectualidade negra no Brasil no pós-guerra (A. Nascimento, 2004a; A. Nascimento e E. L. Nasci mento, 2000; Barbosa, 2004Barbosa, , 2013Barbosa, , 2015Bastide, 1961Bastide, , 1983E. L. Nascimento, 1981E.…”
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“…1945, p. 3. Fonte: Hemeroteca Digital BN.19 Sobre as origens e história do TEN, ver, entre outros:Muller (1988); A Nascimento (1982Nascimento ( , 2004a…”
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“…Na história do Brasil ações de pessoas e movimentos negros, por exemplo, marcam a trajetória da educação de jovens e adultos como educação popular: a aprendizagem de leitura e escrita, por homens negros, escravos forros ou libertos, em espaços de trabalho, foi documentada nas Minas Gerais na primeira metade dos anos 1800 (MORAIS, 2007); O Teatro Experimental do Negro, a partir de 1944, desempenhou papel fundamental tanto no desenvolvimento da aprendizagem de leitura e escrita de centenas de pessoas, como de formação política, filosófica e artística, no Rio de Janeiro. (NASCIMENTO, 2004) Assim, pode-se dizer que entre educação escolar e educação popular, a educação de jovens e adultos veio se estabelecendo em caminhos paralelos no Brasil, até que, no final da década de 1950 e início da década de 1960, chega-se a um momento de entusiasmo e de redefinição do espaço e do foco da EJA, constituindo-se a possibilidade de confluência entre a educação escolar e a educação popular. Paulo Freire assume, em tal contexto, lugar fundamental no debate e na produção de conhecimento e mobilização de educadores e educandos.…”
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