2017
DOI: 10.1590/1806-9584.2017v25n3p1393 View full text |Buy / Rent full text
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Abstract: Resumo: Neste texto, pretende-se destacar as principais questões referentes às relações de gênero no cinema, apresentando uma análise crítica da participação da mulher, em diferentes papéis, tanto na atuação quanto na direção cinematográfica. A crítica feminista do cinema leva em conta, também, as expectativas do público em um contexto histórico-social, e contribui para a reflexão sobre a postura de resistência de algumas cineastas. São destacadas, ainda, as relações entre as mulheres e o cinema no Brasil, nas… Show more

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“…Desta forma, as narrativas audiovisuais do cinema, ainda hoje, representam o gênero feminino por meio de estereótipos que envolvem aspectos históricos e socioculturais de comportamento normativo, reproduzindo ideologias dominantes e discursos oficiais do gênero masculino. Nessa dialética, quando a representação feminina "está de acordo com o discurso oficial de dado momento histórico é amplamente divulgada, já a representação que não se insere nos moldes tradicionais ou na ótica de uma cineasta com posicionamento crítico não terá a mesma visibilidade" (KAMITA, 2017(KAMITA, , p. 1394. Sendo assim, o gênero feminino é constituído com base no patriarcado, criando uma objetificação da mulher e reforçando a hierarquia sexual entre os gêneros.…”
Section: O Feminino Nas Narrativas Audiovisuais Do Cinema: Algumas Reflexõesunclassified
“…A ausência das mulheres por trás das câmeras pode ser justificada por fatores sociais, políticos, econômicos e culturais, algo que os estudos de gênero questionam pela falta do olhar para o feminino na história . Essa característica, isto é, a inclusão do feminino, começou a ganhar espaço, timidamente, a partir da ascensão do discurso feminista, que levou a um cinema com algumas mulheres a partir dos anos 80 (SOUZA, 2016;TANRIÖVER, 2016;KAMITA, 2017).…”
Section: As Mulheres Na Produção Cinematográficaunclassified
“…O mercado ainda não vê o público feminino como parcela significativa para as grandes produções, sendo limitada a pequenos nichos, como o gênero de comédia romântica (SILVERSTEIN, 2010;EZZEDEEN, 2015). Logo, ao retratar as mulheres no cinema, inúmeras barreiras ao avanço da representação feminina no mercado cinematográfico são observadas, seja na frente, seja por trás das câmeras (KAPLAN, 1995;2004;LAUZEN & DOZIER, 1999;EZZEDEEN, 2015;TANRIÖVER, 2016;KAMITA, 2017).…”
Section: As Mulheres Na Produção Cinematográficaunclassified
“…um papel que vai além do ensinar, porque ocorrem várias atividades culturais em projetos de contraturno que, muitas vezes, são a única fonte de aproximação dos jovens estudantes com a produção cultural (dança, teatro, capoeira, cinema e outros). , mesmo quando a protagonista é uma personagem de gênero feminino, embora registrem também mudanças progressivas nesse padrão, face à resistência e persistência das mulheres do cinema e dos movimentos feministas(KAPLAN, 1995; ALVES e COELHO, 2015;KAMITA, 2017;LUSVARGHI; ALVIM e NASCIMENTO, 2018).Anderson e Daniels (2016) divulgaram uma pesquisa encomendada pela Polygraph, na qual analisaram cerca de dois mil roteiros de filmes estadunidenses que entraram em cartaz entre 1929 e 2015 e constataram que, na maioria dos filmes, haviam mais falas de personagens masculinas do que femininas. Entendemos que a fala indica presença, legitimidade, reconhecimento e visibilidade, portanto, está ligada à representatividade e ao lugar de destaque que as personagens assumem no imaginário do espectador.…”
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