2014
DOI: 10.1590/s0103-73312014000200013 View full text |Buy / Rent full text
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Abstract: O artigo tematiza os traços culturais e políticos do fenômeno da medicalização que se instituiu na sociabilidade brasileira por meio da moralização da família, nos moldes da ideologia higienista "cidadã". O estudo baseou-se na revisão de pesquisas historiográficas, contextualizando o surgimento da cidadania associada à forma como o higienismo, o saber especializado, sobretudo médico, e o controle social sobre a família, emolduraram perfis de indivíduos aptos à civilidade societária. Analisam-se os mecanismos d… Show more

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“…Social actors seem to regard health and disease as interdependent categories. Thus, the disease, as opposed to what has been said about health, may mean not adopting hygienic practices, a notion that is also related to hygienism, consisting of hygiene practices that are personal, structural, such as cleaning and aeration of environments and basic sanitation measures [19][20][21] .…”
Section: Discussionmentioning
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“…Social actors seem to regard health and disease as interdependent categories. Thus, the disease, as opposed to what has been said about health, may mean not adopting hygienic practices, a notion that is also related to hygienism, consisting of hygiene practices that are personal, structural, such as cleaning and aeration of environments and basic sanitation measures [19][20][21] .…”
Section: Discussionmentioning
“…Com essa transformação, as pessoas se tornaram consumidoras, diminuindo a capacidade de buscar autonomia para sua saúde. Illich defende que a medicalização faz parte da cultura popular, à medida que o indivíduo aceita, como natural, o fato de depender de cuidados médicos ao longo da sua vida, submetendo-se às prescrições de especialistas da saúde, permitindo que gerem seus passos e sua vida, domesticando-o, fazendo-o pertencer, ao longo de sua existência, a alcovas específicas e especializadas (Baroni, Vargas, & Caponi, 2010;Lima & Caponi, 2011;Gaudenzi & Ortega, 2012;Zorzanelli et al, 2014;Sanches & Amarante, 2014;Barbiani et al, 2014;Carvalho, Rodrigues, Costa, & Andrade, 2015). Na mesma direção de Illich, Thomas Szasz usa o conceito de medicalização para explicar que a medicina se apropria dos comportamentos transgressivos e desviantes das normas sociais vigentes para tratá-los como transtornos de ordem médica.…”
Section: A Transitividade Do Conceito De Medicalizaçãounclassified
“…As heranças do movimento higienista no Brasil, marcado pela intervenção de setores da saúde sobre os processos de escolarização, têm como um desdobramento na atualidade um sobressalto de diagnósticos de crianças e adolescentes em período escolar. Visando problematizar este fenômeno crescente, tem-se utilizado o termo medicalização, em cujo cerne sustenta-se a ideia de uma apropriação, por parte das ciências médicas, das condutas desviantes a uma norma hegemônica, classificando-as como doenças que precisam ser tratadas e curadas (Barbiani, Junges, Asquidamine, & Sugizaki, 2014;Zorzanelli, Ortega, & Bezerra Junior, 2014;Gaudenzi & Ortega, 2012). Isso, além de provocar uma mudança paradigmática na forma de compreender os processos de saúde e doença, provoca uma abrupta transformação de fenômenos sociais e políticos e características singulares em sintomas que passam a ser explicados pelo discurso científico, principalmente o biomédico.…”
Section: Introductionunclassified
“…A saúde pública foi a esteira sobre a qual o Estado, por meio do poder emanado da medicina, interveio no seio privado da família brasileira, no sentido de moralizá-la, levando-a aos padrões higiênicos e eugênicos desejáveis ao capitalismo industrial incipiente (Barbiani, Junges, Asquidamine & Sugizaki, 2014). Formas estáveis de relações acompanham a realização dos principais papéis sociais na família, na vizinhança, no grupo etário e sexual, no lugar ocupado na divisão do trabalho, e permitem a transmissão das aprendizagens e a reprodução da existên-cia social (Castel, 1998(Castel, /2010.…”
Section: A Invenção Da Mãe Trabalhadora E a Gestão Da Saúdeunclassified
“…As autoras traçam o contexto em que as mulheres assumiram espaços dantes ocupados pelos homens, a exemplo do magistério e a formação no ensino superior, principalmente aquelas que possuíam condições de custear tal formação. No cenário brasileiro em transição dos séculos XIX e XX, emergem as condições sociopolíticas e culturais configuradoras do surgimento de políticas públicas que têm como foco a saúde e a educação, e de representações sobre o fazer e o pensar de seus agentes, na perspectiva do que foi denominado como medicalização social (Barbiani et al, 2014).…”
Section: A Invenção Da Mãe Trabalhadora E a Gestão Da Saúdeunclassified