2012
DOI: 10.1590/s0104-026x2012000100008
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Feminismo negro: raça, identidade e saúde reprodutiva no Brasil (1975-1993)

Abstract: Este artigo tem o propósito de investigar as interfaces entre gênero, cor/raça e saúde pública no Brasil, tendo como foco a importância da saúde reprodutiva para a constituição de um feminismo negro no país, entre os anos de 1975 a 1993. O feminismo negro se formou a partir das relações entre as militantes negras e os movimentos feminista e negro. O tema da saúde reprodutiva, com recorte racial, adquiriu importância na década de 1980, a partir de denúncias de esterilizações cirúrgicas entre mulheres negras. O … Show more

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“…However, it is worth mentioning that many black women were taken to mass ligatures, convinced by an inclusion discourse, access to service and health improvements, when in fact the action was motivated by the policy of whitening and by curtailing the reproductive autonomy of black women (21) .…”
Section: Discussionmentioning
confidence: 99%
“…However, it is worth mentioning that many black women were taken to mass ligatures, convinced by an inclusion discourse, access to service and health improvements, when in fact the action was motivated by the policy of whitening and by curtailing the reproductive autonomy of black women (21) .…”
Section: Discussionmentioning
confidence: 99%
“…A maternidade outsider with in em famílias brancas, a maternidade roubada pelos agentes do estado, a maternidade compartilhada, a maternidade interrompida, a maternidade desejada ou não desejada. É preciso que se escute, por exemplo, quando diante da redução de suas potencialidades para a reprodução, as militantes do Movimento Negro Unificado de Belo Horizonte e o grupo Geledés pautaram que os direitos reprodutivos deviam ser respeitados a partir do que as mulheres negras desejassem e não do que se prescrevia como função para elas (Damasco, Maio, & Monteiro, 2012).…”
Section: A Instituição Da Maternidade Como Redençãounclassified
“…O feminismo negro denuncia que, no Brasil, as mulheres negras teriam sido as mais afetadas por essas biopolíticas, por exemplo, nas esterilizações em massa realizadas nos anos 1980 e 1990 (Damasco;Maio;Monteiro, 2012), bem como seriam na atualidade as que mais morrem por causas relacionadas à gestação, ao parto e ao puerpério, fenômeno refl etido nos dados de mortalidade materna (Martins, 2006). O corpo colonial e as políticas e poéticas da diáspora... A saúde sexual e reprodutiva apareceu como foco das preocupações das militantes mulheres negras durante meu trabalho de campo.…”
Section: Para Uma Antropologia Política Do Corpo Que Contemple a Persunclassified