2021
DOI: 10.1590/1413-81232021263.38982020
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Abstract: Resumo O objetivo do presente estudo foi avaliar desigualdade racial na atenção ao parto e ao nascimento na Rede Cegonha utilizando indicadores de boas práticas e intervenções obstétricas. Desigualdade racial, mensurada pelo efeito total da raça/cor no modelo sem ajuste, foi detectada em muitos indicadores. A persistência do efeito direto, após ajuste para os mediadores idade, escolaridade, paridade, hospital de alto risco e região geográfica, sugere discriminação racial contra as pretas, que tiveram menos par… Show more

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“…A literatura não descreve diferenças significativas quanto à raça/ cor das mulheres e à posição de parto realizado no âmbito do SUS, quando analisado com a escolaridade e a renda 24 . Diferenças raciais foram identificadas em relação a algumas intervenções desnecessárias, caracterizando violência obstétrica 25,26 . É possível que o resultado identificado esteja refletindo tanto aspectos culturais relativos à escolha de parir em posição vertical entre afrodescendentes, quanto uma forma diferenciada de discriminação, conforme discutido por Alves et al 26 .…”
Section: Resultsunclassified
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“…A literatura não descreve diferenças significativas quanto à raça/ cor das mulheres e à posição de parto realizado no âmbito do SUS, quando analisado com a escolaridade e a renda 24 . Diferenças raciais foram identificadas em relação a algumas intervenções desnecessárias, caracterizando violência obstétrica 25,26 . É possível que o resultado identificado esteja refletindo tanto aspectos culturais relativos à escolha de parir em posição vertical entre afrodescendentes, quanto uma forma diferenciada de discriminação, conforme discutido por Alves et al 26 .…”
Section: Resultsunclassified
“…Diferenças raciais foram identificadas em relação a algumas intervenções desnecessárias, caracterizando violência obstétrica 25,26 . É possível que o resultado identificado esteja refletindo tanto aspectos culturais relativos à escolha de parir em posição vertical entre afrodescendentes, quanto uma forma diferenciada de discriminação, conforme discutido por Alves et al 26 . Para esses autores, algumas boas práticas são mais realizadas em pretas porque, no modelo intervencionista de assistência, ainda hegemônico no Brasil, as intervenções desnecessárias, incluindo a cesariana eletiva e o parto em posição supina, são realizadas de rotina, e a menor realização delas nas pretas seria melhor interpretada como evidência de discriminação racial e certo "descuido" com essas mulheres.…”
Section: Resultsunclassified
“…The literature does not describe significant differences regarding the race/color of women and the position of delivery performed within the scope of SUS, when analyzed according to education and income 24 . Racial differences were identified in relation to some unnecessary interventions, characterizing obstetric violence 25,26 . It is possible that the result identified is reflecting both cultural aspects related to the choice to give birth in an upright position among Afro descendants, as well as a different form of discrimination, as discussed by Alves et al 26 .…”
Section: Discussionmentioning
confidence: 99%
“…Racial differences were identified in relation to some unnecessary interventions, characterizing obstetric violence 25,26 . It is possible that the result identified is reflecting both cultural aspects related to the choice to give birth in an upright position among Afro descendants, as well as a different form of discrimination, as discussed by Alves et al 26 . For these authors, some good practices are more performed in black women because, in the interventionist model of care, which is still hegemonic in Brazil, unnecessary interventions, including elective cesarean section and delivery in the supine position, are routinely performed, and the least amount of them is performed in black women would be better interpreted as evidence of racial discrimination and a certain "carelessness" with these women.…”
Section: Discussionmentioning
confidence: 99%
“…Além do mais, antes mesmo da COVID-19, apesar dos avanços supracitados em ações, programas e políticas públicas do Ministério da Saúde, estudo nacional evidenciou que nascer no Brasil ainda é uma experiência desafiadora para a maioria das mulheres e bebês, tendo em vista o excesso de intervenções praticadas no parto vaginal e cesarianas desnecessárias, tanto no setor público quanto no privado (LEAL et al, 2021). Os indicadores materno-infantis inferem uma assistência à mulher e criança com alta utilização de intervenções obstétricas e neonatais, além de registros de desigualdades raciais e sociodemográficas em serviços de saúde (ALVES et al, 2021;ESPOSTI et al, 2020;LEAL et al, 2021).…”
Section: Introductionunclassified