2001
DOI: 10.1590/s0102-69922001000100007
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Cooperativas: uma possível transformação identitária para os trabalhadores do setor informal?

Abstract: Resumo: Buscamos, neste artigo, refletir sobre o impacto identitário e as dinâmicas que dele resultam a partir de diferentes formas de inserção no mundo do trabalho, mais especificamente, a partir da socialização dos trabalhadores do setor informal e das cooperativas. Consideramos, portanto, estes três elementos, que ressaltamos: os trabalhadores do informal que recebem entre um e três salários mínimos; os trabalhadores das cooperativas cuja remuneração se situa em torno do mesmo patamar; algumas noções para r… Show more

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“…Grandes cooperativas funcionam como empresas de capital, voltadas à lucratividade no mercado, empenhadas na profissionalização e na racionalização administrativa e valendo-se de modernas tecnologias para lograrem ganhos em escala e eficiência. No extremo oposto, pequenas cooperativas nas periferias urbanas, voltadas à inserção socioeconômica e a necessidades básicas de populações pobres, manifestam uma índole igualitarista e valorizam o fato de governarem-se participativamente (Nunes, 2001;Anjos, 2009). Por seu turno, as vertentes mais antigas do associativismo rural expressam-se através de um sem-número de associações de apoio à produção familiar.…”
Section: A Economia Solidária E a Evolução Do Cooperativismounclassified
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“…Grandes cooperativas funcionam como empresas de capital, voltadas à lucratividade no mercado, empenhadas na profissionalização e na racionalização administrativa e valendo-se de modernas tecnologias para lograrem ganhos em escala e eficiência. No extremo oposto, pequenas cooperativas nas periferias urbanas, voltadas à inserção socioeconômica e a necessidades básicas de populações pobres, manifestam uma índole igualitarista e valorizam o fato de governarem-se participativamente (Nunes, 2001;Anjos, 2009). Por seu turno, as vertentes mais antigas do associativismo rural expressam-se através de um sem-número de associações de apoio à produção familiar.…”
Section: A Economia Solidária E a Evolução Do Cooperativismounclassified
“…Essa linha de argumentos coincide com um estudo à mesma época (Nunes, 2001), sobre o setor informal em aglomerações urbanas e o papel de cooperativas situadas no mesmo contexto, com áreas de atuação e rendimentos semelhantes. Apesar dos ganhos modestos e do quadro precário de sobrevivência, nas cooperativas as fragilidades econômicas mostram-se contornáveis graças à qualidade do vín-culo social construído a partir do trabalho.…”
Section: A Racionalidade Das Cooperativas Solidáriasunclassified
“…Hoje, grandes cooperativas funcionam como empresas de capital, voltadas para a lucratividade no mercado, empenhadas na profissionalização e na racionalização administrativa. Há também as pequenas cooperativas em periferias urbanas, voltadas para a inserção socioeconômica e o atendimento a necessidades básicas de populações pobres, que tendem a apresentar índole mais igualitarista, valorizam o fato de se governarem coletivamente e se identificam com a economia solidária (Anjos, 2012;Nunes, 2001). Ao lado delas, existe o fenômeno das falsas cooperativas, que se valem do marco legal cooperativo para intermediarem mão de obra a baixo custo, mantendo intacta a hierarquia da empresa e a divisão entre capital e trabalho.…”
Section: Os Formatos Mais Conheci-dos: Associações E Cooperativasunclassified
“…Para as formulações centradas no projeto, importa destacar e promover as práticas anticapitalistas da Economia Solidária, presumindo-se por seu sentido crítico e alternativo; para entender as razões de ser dos seus praticantes, mais sentido faria identificar as formas sociais de vida material e espiritual, não capitalistas, nas quais se enraízam as formas atuais de reciprocidade econômica e nas quais, por vezes, se reatualizam formas primárias de solidariedade (NUNES, 2001). Na falta de um olhar compreensivo, aos sujeitos em suas trajetórias e nas suas circunstâncias, finda-se em um olvido paradoxal: de que o ator popular não apenas detém a chave explicativa das razões da Economia Solidária, mas igualmente do seu desfecho e do seu sentido histórico.…”
Section: Militância Acadêmica E Vigilância Epistemológicaunclassified