Rev Bras Med Fam Comunidade volume 5, issue 17, P9-15 2010 DOI: 10.5712/rbmfc5(17)175
Milena Rodrigues Agostinho, Mônica Celestina Oliveira, Maria Eugênia Bresolin Pinto, Giuliano Uhlein Balardin, Erno Harzheim
Abstract:

ResumoA autopercepção da saúde baseia-se em critérios subjetivos e objetivos, sendo influenciada por fatores como sexo, idade, classe social e presença de doenças crônicas. Este trabalho descreve a autopercepção da saúde de usuários adultos adscritos à rede de Atenção Primária à Saúde (APS) de Porto Alegre (RS). Trata-se de um estudo transversal de base populacional, que avaliou a autopercepção da saúde por meio da pergunta "Comparado com alguém de sua idade e sexo, como você considera sua saúde?". As respostas foram agrupadas em "boa" ou "ruim". Variáveis sociodemográficas e econômicas, biológicas, de estilo de vida, do estado de saúde e da relação com o Serviço de Saúde ou médico referido foram utilizadas no modelo hierárquico conceitual para auxiliar na descrição da autopercepção de saúde por meio de regressão de Poisson modificada. (RP: 1,19; IC: 1,27) aumentaram significativamente a probabilidade de o usuário avaliar sua saúde como boa. A autopercepção da saúde mostra-se influenciada por fatores biológicos, socioeconômicos e de vínculo com o Serviço. Cabe ressaltar que maior satisfação com Serviço de APS estava associada à melhor autopercepção de saúde, justificando a reorganização do Sistema Único de Saúde pela ampliação da rede de Serviços de APS, como a Estratégia Saúde da Família.

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