2008
DOI: 10.1590/s0103-56652008000100007
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A narratividade da experiência adotiva: fantasias que envolvem a adoção

Abstract: RESUMOO presente artigo visa esclarecer os lutos e fantasias que envolvem o processo de adoção, entendido não apenas como o processo jurídico de adotar, mas de inscrever uma criança em uma simbologia familiar. Através da narratividade da experiência clínica, podemos fazer a interface dessas fantasias com contos de fadas e outras histórias literárias. Buscamos um olhar além da visão romantizada da adoção, que vê apenas o ato de amor envolvido, e deixa na obscuridade as fantasias que também estão implicadas para… Show more

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“…"Nem gosto de usar esse termo "adotivo", às vezes eu até sinto em ter que falar para as pessoas, ele do meu lado e tal, aí eu brinco e digo que ele é o meu fi lho que tava perdido por aí e que eu peguei ele grande já para evitar trocar fralda, é eu brinco... trabalho dessa forma..." (Pai, Família A). De fato, Rosa (2008) salienta que o que é necessário é que a criança ou o adolescente seja acolhido, de fato, pela família adotante. É imprescindível que esse fi lho seja inscrito na história da família, a qual deve prover uma atmosfera que propicie o desenrolar de uma narrativa, compartilhada por todos os seus integrantes.…”
Section: Resultsunclassified
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“…"Nem gosto de usar esse termo "adotivo", às vezes eu até sinto em ter que falar para as pessoas, ele do meu lado e tal, aí eu brinco e digo que ele é o meu fi lho que tava perdido por aí e que eu peguei ele grande já para evitar trocar fralda, é eu brinco... trabalho dessa forma..." (Pai, Família A). De fato, Rosa (2008) salienta que o que é necessário é que a criança ou o adolescente seja acolhido, de fato, pela família adotante. É imprescindível que esse fi lho seja inscrito na história da família, a qual deve prover uma atmosfera que propicie o desenrolar de uma narrativa, compartilhada por todos os seus integrantes.…”
Section: Resultsunclassified
“…A mãe da Família A relata que o fi lho demonstrava muito medo de ser devolvido, porque, de alguma forma, tinha-lhe sido incutido a ideia de que deveria ser um "fi lho perfeito" para que a devolução não acontecesse. Rosa (2008) assinala que, nessas circunstâncias, a criança ou adolescente teme perder o amor conquistado e, por isso, muitas vezes resiste em deixar-se envolver por esse amor, por essa afeição. Em outras situações, o fi lho adotivo pode tomar um posicionamento mais ativo, mostrando-se independente, capaz de virar-se por conta própria.…”
Section: Resultsunclassified
“…Estudos dedicados à adoção no contexto de investigação clínica (Gomes & Iyama, 2001;Iyama & Gomes 2005;Levinzon, 2006;Otuka, 2009;Rosa, 2008;Santos, Raspantini, Silva & Escrivão, 2003;Scorsolini-Comin & Santos, 2008) apontam a prevalência de uma constelação de elementos específicos na vivência das famílias adotivas: preconceitos, fantasias e medos permeiam o universo da adoção, tais como fantasias inconscientes de apropriação ("roubo") da criança de outrem. Uma das possibilidades mais instigantes que se abrem é a de que as investigações avaliem tais elementos a partir dos diferentes modos como a adoção pode se dar: pelas vias legais, pelas vias informais (adoção pronta), entre parentes, entre desconhecidos, com ou sem a participação de intermediários, entre outras possibilidades discutidas na nova lei da adoção (Brasil, 2009;Ghesti-Galvão, 2008).…”
unclassified
“…Ao focalizar o estudo das características de pais adotivos, temos no Brasil trabalhos como o de Rosa (2008), que aborda aspectos inconscientes destes genitores. Ao analisar fantasias que podem emergir ao se decidir pela adoção diante da impossibilidade de gerar filhos biológicos, a pesquisadora sugere que os componentes internos exercem interferência no adequado estabelecimento de vínculos com os filhos e, assim, podem desfavorecer a efetivação da adoção afetiva.…”
Section: I21 Infertilidade Associada a Sofrimento Emocional E Elemunclassified
“…Há necessidade de intervenções e apoio psicológico junto às famílias adotivas, sobretudo ao se considerar a elevada frequência de adoções disparadas por situação de infertilidade dos pais (Rosa, 2008). Embora existam muitos casais que adotam mesmo possuindo filhos biológicos, a infertilidade, na visão desta autora, pode incluir complicadores afetivos.…”
Section: I21 Infertilidade Associada a Sofrimento Emocional E Elemunclassified