2014
DOI: 10.1590/s1413-24782014000100008 View full text |Buy / Rent full text
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Abstract: A fim de entender como se manifestam e desenvolvem as atitudes perante as cotas, realizamos dois estudos, um antes da implantação desse sistema e outro depois. Participaram 334 estudantes dos cursos mais concorridos da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os resultados indicaram atitudes muito contrárias às cotas, sobretudo às raciais. Depois da implantação, a oposição cresce para as cotas raciais e diminui para as sociais. Antes da implantação, os contrários afirmaram, sobretudo, que as cotas aumentavam o p… Show more

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“…É comum que participantes contrários apresentem como argumento que as cotas ameaçam à noção de igualdade, enquanto os favoráveis alegam que as cotas possibilitam a justiça social, na medida em que equipam as diferenças e assim promovem igualdade (Lima et al, 2014). Ou seja, ambos os posicionamentos levantam a questão igualitária como fundamental na avaliação de justiça, todavia esta é compreendida de forma muito distinta entre eles.…”
Section: Discussionunclassified
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“…É comum que participantes contrários apresentem como argumento que as cotas ameaçam à noção de igualdade, enquanto os favoráveis alegam que as cotas possibilitam a justiça social, na medida em que equipam as diferenças e assim promovem igualdade (Lima et al, 2014). Ou seja, ambos os posicionamentos levantam a questão igualitária como fundamental na avaliação de justiça, todavia esta é compreendida de forma muito distinta entre eles.…”
Section: Discussionunclassified
“…E em 2001, tanto a UNB quanto a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) aderiram às cotas raciais (Queiroz & Santos, 2006;Naiff, Naiff & Souza, 2009;Lima, Neves & Silva, 2014). No caso da UERJ foi aprovada a Lei nº 3.708/2001, que destinava 40% das vagas para negros e pardos.…”
Section: Introductionunclassified
“…Nesse sentido, mereceu destaque a fala de uma aluna não cotista, na medida em que sugere que os contatos e a observação no contexto da implementação das cotas propiciaram transformações na forma de vê-las e de se posicionar diante elas. Essa relação, interessante e merecedora de maior investigação, tem sido objeto de discussão em estudos recentes como o de Lima et al (2014), que compara posições de alunos universitários em relação à política de cotas antes e após sua implantação, encontrando um decréscimo na rejeição das cotas sociais, mas um aumento na rejeição das raciais. As cotas raciais, em nosso contexto, têm enfrentado maior objeção do que as sociais, conforme relatado em vários estudos, como em Daflon, Feres Júnior e Campos (2013), que com propriedade sinalizam para a resistência de alguns setores da sociedade brasileira em admitir a modalidade das ações afirmativas raciais, considerando tratar-se de um país o qual teve, por um longo período, como um dos seus pilares identitários, a ideia de "democracia racial".…”
Section: )unclassified
“…Others have focused on aspects related to comparisons between the performance of affirmative and non-affirmative action students (BEZERRA, 2011;CAVALCANTI, 2015;MATTOS;MACEDO;MATTOS, 2013;PINHEIRO, 2014;QUEIROZ;SANTOS, 2010), academic, social and racial experiences of affirmative action students who entered courses (BROSTOLIN; CRUZ, 2010;CARVALHO, 2010;DAL'BÓ, 2011;WELLER;SILVEIRA, 2008), questions linked to stereotyping, social representation and coexistence between students, and questions concerning society's opinions on the use of those policies (CICALO, 2012;GUARNIERI;MELO-SILVA, 2010;LIMA;NEVES;SILVA, 2014;MENIN et al, 2008;SILVA;SILVA, 2012). However, diverging opinions about affirmative actions still circulate in universities, among faculty, managers and students, particularly in STEM courses.…”
Section: Ffirmative Action Policies Are Associated To the Developmentmentioning