2018
DOI: 10.1590/0104-4060.58760
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Falando de gênero, raça e educação: trajetórias de professoras doutoras negras de universidades públicas dos estados do Ceará e do Rio de Janeiro (Brasil)

Abstract: RESUMO O presente artigo tem por objetivo discorrer sobre racismo institucional e atuação de professoras doutoras e negras em universidades públicas dos estados do Ceará e Rio de Janeiro. Tratamos de equalizar e qualificar o debate, ainda caro na atualidade, sobre práticas de racismo/sexismo em instituições públicas. Para tanto, adotamos como proposta metodológica a realização de entrevistas semiestruturadas com doutoras que se autodeclararam negras. Os relatos esclarecem a persistência do racismo, suas afront… Show more

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“…Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano de 2019, a porcentagem de acadêmicos negros representa 50,4%, apesar do aumento de pessoas negras nas universidades, observa-se ainda um cenário de iniquidade, Pereira e Santos (2021) acrescenta que no Brasil o Ensino Superior, ainda é um nível da educação com acesso restrito, logo verifica-se que a baixa participação do negro nas universidades, está atrelado as profundas e persistentes desigualdades raciais no Brasil, contrariando a ideologia da democracia racial (TRAGTENBERG et al, 2006).…”
Section: Resultsunclassified
“…Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano de 2019, a porcentagem de acadêmicos negros representa 50,4%, apesar do aumento de pessoas negras nas universidades, observa-se ainda um cenário de iniquidade, Pereira e Santos (2021) acrescenta que no Brasil o Ensino Superior, ainda é um nível da educação com acesso restrito, logo verifica-se que a baixa participação do negro nas universidades, está atrelado as profundas e persistentes desigualdades raciais no Brasil, contrariando a ideologia da democracia racial (TRAGTENBERG et al, 2006).…”
Section: Resultsunclassified
“…No contexto brasileiro, os estudos demonstram que, de forma conjunta, o racismo e sexismo acarretam na vida das mulheres negras barreiras no atendimento à saúde (Ferreira, 2016;Oliveira, 2018;Silva & Chai, 2018;Werneck, 2016), repercussões negativas na sexualidade e autoestima (Costa, 2018;Miranda & Silva, 2015) e ao racismo institucional (Silva & Euclides, 2018). Achados semelhantes se encontram na literatura internacional que tem demostrado que o racismo tem impactos significativos na saúde mental e geral de negros (Paradies et al, 2015;Pieterse, Todd, Neville, & Carter, 2012).…”
Section: Introductionunclassified